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Política

Justiça do RJ mantém prisão de deputado envolvido com o Comando Vermelho

TH Joias foi preso na última quarta-feira, 3, durante operação policial no Rio de Janeiro

TRF O deputado estadual pelo Rio de Janeiro Thiago Joia (MDB): comércio de drogas e armas, segundo a Justiça | Foto: Thiago Lontra/Alerj
O ex-deputado estadual pelo Rio de Janeiro TH Joias (MDB): comércio de drogas e armas, segundo a Justiça | Foto: Thiago Lontra/Alerj

A Justiça do Rio de Janeiro manteve a prisão preventiva do deputado estadual Tiego Raimundo dos Santos Silva (MDB), conhecido como TH Joias, nesta quinta-feira, 4. Ele foi preso em sua residência, em um condomínio de alto padrão na Barra da Tijuca, na quarta-feira 3.

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TH Joias é investigado por intermediar negociações para o fornecimento de armas ao Comando Vermelho, principal organização criminosa de tráfico de drogas no Estado do Rio de Janeiro. Outros dois envolvidos também foram presos na mesma ação: Gabriel Dias de Oliveira, conhecido como “Índio do Lixão”, e Luiz Eduardo Cunha Gonçalves, o “Dudu”, que atua como assessor do deputado.

Deputado TH Joias foi denunciado pelo Ministério Público

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) denunciou o deputado TH Joias e os outros dois por participação em organização criminosa e por comércio ilegal de armas de uso restrito, crimes que teriam sido articulados pelo deputado estadual.

Antonio José Campos Moreira, procurador-geral de Justiça do Estado, informou sobre a abertura de apuração para analisar um possível vazamento de informações da operação.

MP e Polícia Civil investigam relação de TH Joias com o Comando Vermelho | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons

De acordo com promotores, houve tentativa de fuga na véspera da ação policial, além da suspeita de eliminação de provas. O MPRJ também determinou a continuidade das investigações sobre tráfico de drogas, destacando uma possível negociação de R$ 5 milhões e indícios de lavagem de dinheiro.

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Os promotores ainda apuram o uso de uma franquia de produtos esportivos ligados a um clube do Rio de Janeiro, localizada em Mato Grosso do Sul, que pode ter servido para movimentação irregular de recursos, já que o faturamento apresentado não condiz com as atividades do local. Segundo o procurador-geral, há ainda elementos que apontam para corrupção, incluindo a suspeita de pagamento de propina a policiais mediante a atuação de um advogado.

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