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Política

Jean Paul Prates deixa o PT e anuncia candidatura ao Senado

O ex-presidente da Petrobras ficou 12 anos no partido

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O ex-presidente da Petrobras Jean Paul Prates deixa a sede da estatal, no Rio, depois de se despedir de funcionários - 15/05/2024 | Foto: Pedro Kirilos/Estadão Conteúdo

O ex-presidente da Petrobras Jean Paul Prates comunicou, nesta segunda-feira, 24, sua desfiliação do Partido dos Trabalhadores (PT), depois de 12 anos na legenda. Ele presidiu a estatal durante o atual governo de Luiz Inácio Lula da Silva e saiu do partido para concorrer em 2026.

O comunicado formal foi entregue ao presidente nacional do PT, Edinho Silva, em Brasília, e também à presidente estadual do partido no Rio Grande do Norte, Samanda Alves. Prates, porém, não revelou qual será sua próxima filiação, mas declarou que permanecerá no “campo progressista”.

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Em carta divulgada nas redes sociais, Prates relatou que sua demissão da Petrobras, em maio de 2024, reforçou sua impressão sobre a redução do espaço político que ocupava no partido.

“A forma como se desenvolveram as conversas recentes sobre os planos políticos do PT no Rio Grande do Norte para 2026 reforçou minha percepção de que meu espaço de contribuição dentro do partido se encontrava reduzido”, afirmou em entrevista à revista Carta Capital. Prates já avaliava deixar o PT havia alguns meses.

O ex-senador explicou que pretende disputar uma vaga ao Senado em 2026, compondo a chapa majoritária da base governista, e sinalizou que buscará uma legenda com histórico semelhante na defesa da “justiça social” e “soberania nacional”. Ele disse que deseja contribuir para uma “esquerda moderna”.

Edinho Silva, presidente do PT | Foto: Ricardo Stuckert/PR
Edinho Silva, presidente do PT | Foto: Ricardo Stuckert/PR

Prates elogia Lula ao sair do PT

Prates mencionou desentendimentos com o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, especialmente relacionados ao pagamento de dividendos extraordinários na Petrobras, o que teria motivado sua saída da estatal. Ele alegou que sua exoneração se deveu a “intrigas palacianas e desinformações deliberadamente plantadas” e lamentou a falta de apoio público do PT no episódio.

No documento, o ex-presidente da Petrobras expressou reconhecimento ao presidente Lula, à governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT), ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e aos ex-ministros Aloizio Mercadante, José Dirceu e Edinho Silva. Prates afirmou não guardar ressentimentos pela trajetória no partido.

2 comentários
  1. Augusto de Resende Filho
    Augusto de Resende Filho

    Bom, melhor seria ele deixar o continente, ou ainda mais eficaz o planeta.

  2. Augusto de Resende Filho
    Augusto de Resende Filho

    Esperamos que seu espaço siga diminuindo até não ser eleito a mais nada, nem a porteiro de prédio. 🤪

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