Resistência no Congresso a tributo digital sugerido por Guedes pode ser diluída se Bolsonaro defender a proposta

O ministro da Economia, Paulo Guedes, defende com unhas e dentes a aprovação de seu imposto sobre transações digitais. Mas sua aprovação é vista, hoje, como improvável. Para lideranças partidárias na Câmara e no Senado, a proposta só passa se o próprio presidente Jair Bolsonaro se engajar. E no Palácio do Planalto, não é o que se sinaliza.
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Na Câmara e no Senado, parlamentares comentam que, para aprovar o imposto almejado por Guedes, Bolsonaro terá que ser o “garoto propaganda” da proposta. “É ele quem tem a popularidade e os votos, não o Guedes”, alerta uma liderança no Congresso. “E não acho que ele vai defender o imposto”, alega um vice-líder do Centrão.
A leitura não é diferente no Planalto. Interlocutores governistas reconhecem que é difícil imaginar Bolsonaro defendendo o imposto sobre transações digitais, principalmente por ser taxado como “nova CPMF”, a extinta Contribuição Provisória sobre Movimentações Financeiras (CPMF).
Um dos motivos que levam interlocutores do governo a acreditar que Bolsonaro não defenderá a proposta são falas do próprio presidente da República. No domingo, 2, ele não se mostrou contrário à ideia, mas também não a defendeu. “Se o povo não quiser, não vou falar nem do Parlamento, porque nós e o Parlamento somos subordinados ao povo”, declarou Bolsonaro.
Desgaste desnecessário para o governo.
Essa CPMF digital não passa.