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Política

Hugo Motta silencia sobre denúncia de 'rachadinha'

A chefe de gabinete do parlamentar teria recebido procuração para movimentar as contas bancárias de dez servidores

Líderes da Câmara avaliam que, apesar das declarações de confronto, Hugo Motta não adota medidas concretas contra o Supremo | Foto: Marina Ramos/Câmara dos Deputados
Questionado pela imprensa a respeito das suspeitas, Hugo Motta preferiu não comentar o caso | Foto: Marina Ramos/Câmara dos Deputados

Em meio a investigações sobre suposta prática de “rachadinha” e a presença de funcionários “fantasmas” no gabinete da Câmara dos Deputados, o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), optou por não se manifestar publicamente sobre o assunto.

Reportagem publicada pelo portal Metrópoles revelou que a chefe de gabinete do parlamentar teria recebido procuração para movimentar as contas bancárias de dez servidores desde 2011, o que chamou atenção para possíveis irregularidades na gestão de recursos públicos.

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O Tribunal de Contas da União (TCU) conduz a apuração das denúncias, enquanto crescem os questionamentos sobre a pouca visibilidade do tema diante da relevância das acusações e do impacto potencial sobre o uso do dinheiro público.

Questionado pela imprensa a respeito das suspeitas, Hugo Motta preferiu não comentar o caso.

A denúncia

O Ministério Público Federal (MPF) pediu ao TCU que apure as suspeitas que recaem sobre Hugo Motta, na segunda-feira 18.

O subprocurador-geral Lucas Furtado solicitou que o TCU analise movimentações financeiras de funcionários e ex-funcionários ligados ao parlamentar, com foco em possíveis práticas de rachadinha, existência de servidores fantasmas e acúmulo indevido de cargos públicos.

Segundo levantamento, Ivanadja teve autorização para movimentar mais de R$ 4,1 milhões em salários.

Atualmente, dois dos titulares dessas procurações permanecem empregados como secretários parlamentares: Ary Gustavo Xavier Guedes Soares e Jane Costa Gorgônio.

Processos e recomendações do Ministério Público

Ivanadja Velloso responde a processo por improbidade administrativa em caso semelhante envolvendo o deputado federal Wilson Santiago (Republicanos-PB), aliado de Motta.

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O subprocurador-geral recomendou que o TCU examine a legalidade dessas procurações e a regularidade das remunerações, além de sugerir envio dos autos ao MPF para possíveis providências.

“O silêncio dos envolvidos em irregularidades apontadas, especialmente em casos relacionados a gabinetes parlamentares, levanta sérias dúvidas e questionamentos sobre a regularidade de suas ações”, diz um trecho do ofício enviado ao TCU pelo subprocurador-geral. “A ausência de explicações claras e objetivas por parte dos suspeitos ou acusados pode ser interpretada como uma tentativa de ocultar a verdade, o que mina a confiança pública e reforça a necessidade de investigações mais aprofundadas.”

No entendimento do subprocurador-geral, o uso dessas procurações pode violar princípios da legalidade, moralidade e eficiência, além de facilitar desvio de finalidade e comprometer a gestão pública.

Ele destacou que movimentações irregulares de recursos, acúmulo indevido de cargos e presença de funcionários fantasmas configuram atos de improbidade administrativa, com base na Lei nº 8.429/1992.

Deltan Dallagnol acionou a PGR contra Hugo Motta

O Ministério Público também sugere que o TCU recomende à Câmara dos Deputados aprimorar mecanismos de controle sobre salários e recursos, para evitar situações semelhantes.

Em paralelo, o ex-deputado federal Deltan Dallagnol acionou o procurador-geral da República, Paulo Gonet, pedindo investigação de possíveis ilegalidades cometidas por Hugo Motta e sua chefe de gabinete.

Leia também: “Um pesadelo totalitário”, artigo de Flávio Gordon publicado na Edição 284 da Revista Oeste

A notícia-crime encaminhada por Dallagnol na sexta-feira 15, solicita que o MPF obtenha documentos como fichas funcionais, registros de frequência e comprovantes bancários dos funcionários citados, além das procurações feitas em cartórios da Paraíba.

Para Dallagnol, “quando verbas remuneratórias são pagas sem a correspondente contraprestação ou são supostamente direcionadas, por meio de instrumentos de mandato ou repasses informais, a finalidades alheias ao interesse público, há desvio da destinação legal da verba (salário), com potencial subsunção ao núcleo ‘desviar’”.

3 comentários
  1. O BELFORROXENSE
    O BELFORROXENSE

    Por isso é uma marionete do STF, esse “Rachamotta”

  2. Christian
    Christian

    Este sujeito está mais sujo do que “pau de Galinheiro”.
    Isto é a ponta de um Iceberg…

  3. Reinaldo Martinazzo
    Reinaldo Martinazzo

    Este senhor que tem cara de bom moço e vem de uma tradicional família de políticos, não me parece ter cara de pilantra.
    É. Às vezes a gente se engana…

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