O desfile da Acadêmicos de Niterói marcou a estreia da escola no Grupo Especial do Carnaval do Rio de Janeiro, na noite deste domingo, 15. O enredo abordou a trajetória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), deu destaque ao seu papel como operário e presidente do país e trouxe críticas a setores considerados adversários do chefe do Executivo.
+ Leia mais notícias de Política em Oeste
Receba nossas atualizações
Uma das alas do desfile chamou atenção ao representar, com fantasias de latas de conserva, grupos classificados como “neoconservadores”. Entre os retratados estavam representantes do agronegócio, defensores da ditadura militar, evangélicos e mulheres de classe alta, simbolizando setores que, segundo a escola, se opõem às principais pautas defendidas por Lula, como a rejeição a privatizações e mudanças na escala 6×1 de trabalho.
Lula como tema e participação inédita
A apresentação, que começou às 22h13 e durou 79 minutos, ocorreu dentro do limite máximo permitido pela organização. Lula tornou-se o primeiro presidente em exercício a ser tema de uma escola de samba no Carnaval. Ele acompanhou o desfile pessoalmente, ao lado de aliados e integrantes do governo, no camarote disponibilizado pela prefeitura carioca. Até o momento, sete presidentes já foram homenageados em desfiles carnavalescos.
Janja, primeira-dama, chegou a ser anunciada como destaque no último carro alegórico, mas optou por não participar, temendo interpretações de campanha eleitoral antecipada. A Acadêmicos de Niterói, fundada em 2018, teve apenas três participações em Carnavais antes de conquistar o acesso ao grupo principal em 2025, depois de vencer a Série Ouro.
Símbolos e repercussão política
No enredo, o mulungu, árvore nativa presente na caatinga e Mata Atlântica, foi usado como símbolo de esperança. A planta, chamada cientificamente de Erythrina velutina, pode alcançar até 15 metros de altura e floresce entre agosto e janeiro. O nome tem origem tupi e possíveis raízes africanas associadas à palavra “pandeiro”.
A escolha do tema provocou reações de partidos e parlamentares contrários ao presidente. O partido Novo acionou o Tribunal de Contas da União (TCU) para impedir o repasse de R$ 1 milhão da Embratur para a escola, mas o relator, Aroldo Cedraz, rejeitou o pedido. Já a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) e o deputado Kim Kataguiri (União Brasil-SP) ajuizaram ações contra Lula, todas rejeitadas pela Justiça Federal.
Além disso, Novo e Kim Kataguiri solicitaram ao TSE a proibição do desfile, mas a liminar foi negada pela relatora, Estela Aranha, indicada por Lula. No início de fevereiro, o presidente da Acadêmicos de Niterói, Wallace Palhares, foi exonerado do cargo de assistente na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro.
Leia também: “Togas fora da lei”, artigo de Augusto Nunes publicado na Edição 245 da Revista Oeste
É nojento ver a decadência, tentando de todas as formas se portar como Phoenix, que ressurgia das cinzas, ainda bem que nesse caso a decadência é irreversível, permanecerá não nas cinzas ,MAS NO LODO .
Quando o poder judiciário é capturado por qualquer outro poder, no caso foi pelo executivo, o significado é de morte da liberdade e da democracia.
Este populismo camuflado é tao podre, que até o que é ilegal passa a ser legalizado por pessoas da própria justiça abiduzidas.🤪
Tomara que esta escola volte para o lugar de onde veio.