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Política

Haddad diz que governo Lula não vai retaliar tarifas dos EUA

As taxações podem afetar cerca de US$ 150 bilhões em produtos metálicos, que vão desde parafusos até peças de automóveis e escavadeiras

Haddad
A decisão do presidente norte-americano, Donald Trump, busca incentivar o comércio interno de aço nos EUA | Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou, nesta quarta-feira, 12, que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva não vai retaliar os Estados Unidos em resposta à taxação de 25% sobre o aço e o alumínio produzidos no Brasil.  

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Haddad alega que o Lula busca negociar com a administração de Donald Trump em relação à tributação imposta pela Casa Branca.

“O presidente Lula falou ‘muita calma nessa hora’”, disse Haddad. “Já negociamos outras vezes em condições até mais desfavoráveis do que essa.”

O ministro destaca que empresários do setor “trouxeram argumentos consistentes de que a taxação não é um bom negócio sequer para os norte-americanos”. Para ele, os EUA “só têm a perder, porque nosso comércio é muito equilibrado”.

Trump iniciou a aplicação das tarifas no início do dia. Elas podem afetar cerca de US$ 150 bilhões em objetos metálicos — como parafusos e peças de escavadeiras.

Nesse sentido, a Fazenda deve elaborar uma nota técnica sobre as propostas das siderúrgicas brasileiras. O ministério vai enviar o texto a Geraldo Alckmin, vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, para orientar as negociações com os EUA.

Haddad conclui que, “no caso das exportações, envolve uma negociação, enquanto que no caso das importações envolve uma defesa mais unilateral”. A decisão de Trump busca incentivar o comércio interno de aço no país.

Haddad e Alckmin priorizam negociação com Trump

O governo Lula adotou posturas divergentes em relação à taxação norte-americana. Enquanto o presidente defendeu uma “guerra tributária”, Haddad e Alckmin optaram por priorizar a negociação.

Em janeiro, Lula afirmou que, caso Trump tributasse produtos brasileiros, a gestão petista adotaria uma “reciprocidade”. A declaração ocorreu quando o republicano renovou a promessa de impor uma taxação de 100% sobre as mercadorias do Brics.

+ Leia também: “Alckmin quer negociar tarifa dos EUA sobre aço e alumínio”

No mês seguinte, em coletiva de imprensa, Alckmin evitou comentar o posicionamento do petista. O vice-presidente afirmou que a melhor solução seria o modelo “ganha-ganha”.

3 comentários
  1. Jorge Augusto Santos
    Jorge Augusto Santos

    Tem de baixar a cabeça afinal aqui no Brasil a situação é a seguinte: Executivo 100% de corruptos – Judiciário 80% de corruptos l- Lesgislativo 70% de corruptos qual a condição moral dessas “ autoridades “ de fazer frente aos EUA?.

  2. carlos roberto de moura
    carlos roberto de moura

    Como é o costume dessa gente, o discurso é um e a prática é o oposto. Na real estão respondendo bem mansos ao Trump.

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