publicidade
Política

Em ano eleitoral, governo Lula tenta se aproximar de entregadores e motoristas de aplicativo

Planalto articula grupo de trabalho para ouvir demandas da categoria depois de desgaste com projeto de 2024

Munir Orra disse que é possível fazer dinheiro com a profissão de motorista de aplicativo | Foto: Reprodução/Freepik
A expectativa é retomar a discussão em fevereiro, com o reinício dos trabalhos legislativos | Foto: Reprodução/Freepik

De olho na reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Planalto começou uma ofensiva para se aproximar de motoristas de aplicativos e entregadores. Membros do governo petista devem percorrer os Estados para ouvir diretamente os trabalhadores e tentar emplacar alterações no projeto de regulamentação em tramitação na Câmara dos Deputados. O portal UOL divulgou as informações nesta segunda-feira, 12.

Apresentada em 2024, a proposta inicial sofreu resistência de profissionais do setor, que não foram consultados durante sua elaboração. Segundo o Ministério do Trabalho, o Brasil conta com mais de 3 milhões de trabalhadores vinculados a aplicativos de transporte e entrega. A base expressiva, considerada influente e majoritariamente alinhada à direita, passou a ser vista como prioridade pela gestão petista.

Receba nossas atualizações

+ Leia mais notícias de Política em Oeste

A Secretaria-Geral da Presidência, comandada por Guilherme Boulos, pretende montar ainda em janeiro um grupo de trabalho para reunir sugestões diretamente com os motoristas. A equipe vai repassar as propostas ao relator do projeto, deputado Augusto Coutinho (Republicanos-PE), além de formular políticas públicas específicas para o setor.

Ao contrário de categorias tradicionais, os motoristas e entregadores não contam com sindicatos. Muitos rejeitam o regime celetista e preferem a informalidade, que consideram mais compatível com o perfil autônomo da profissão.

No caso dos entregadores, a organização em rede avançou por meio da Aliança Nacional dos Motoboys (ANM), criada em um grupo de WhatsApp. Foi a ANM que articulou o “breque” — paralisação em massa para pressionar as plataformas por melhorias.

A mobilização garantiu acesso ao Planalto. Já entre os motoristas, a dispersão geográfica e a rotatividade do trabalho tornam esse tipo de articulação mais difícil.

Câmara discute piso, seguro e regras para entregadores

Enquanto tenta reverter a rejeição entre os motoristas, o governo aposta na aprovação do texto que trata dos entregadores ainda no primeiro semestre. Coutinho apresentou seu parecer em dezembro de 2025, mas a votação foi adiada por um pedido de vista coletivo.

A expectativa é retomar a discussão em fevereiro, com o reinício dos trabalhos legislativos. De acordo com o Planalto, o texto final atende 90% das demandas apresentadas pelos entregadores.

+ Leia também: “Governo Lula chega a 15 trocas de ministros”

Uma das principais mudanças é a criação de um valor mínimo de R$ 8,50 por entrega em deslocamentos de até 3 quilômetros com carro ou moto, ou até 4 quilômetros quando realizados a pé ou de bicicleta.

Além disso, as empresas terão de detalhar os dados da corrida antes da aceitação. O trabalhador poderá visualizar, por 15 segundos, informações como valor da entrega, distância, nome e foto do cliente, endereço de retirada e destino. A plataforma também deverá fornecer relatórios com o detalhamento mensal de ganhos, taxas e valores cobrados do usuário.

Outro ponto da proposta determina a obrigatoriedade de seguro de vida para os entregadores. A cobertura se estende desde o início do serviço até 20 minutos depois da conclusão ou cancelamento, incluindo o trajeto de volta para casa.

O texto estabelece a obrigatoriedade de recolhimento à Previdência Social. O entregador deverá pagar uma alíquota de 5% sobre o próprio rendimento, enquanto as plataformas serão responsáveis por mais 22%.

+ “Lula comemora inflação abaixo de 5%, mas queda decorre do arroxo do Banco Central”

1 comentário
  1. Jorge Augusto Santos
    Jorge Augusto Santos

    A gatunagem petista quer mais dinheiro pra eles bando de vagabundos, isso vai gerar mais desemprego

Canal Oeste
Nossos colunistas
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Augusto Nunes
Ana Paula Henkel
Guilherme Fiuza
Rodrigo Constantino
Alexandre Garcia
Antonio Cabrera
Eugênio Esber
Eugênio Esber
Evaristo de Miranda
Flávio Gordon
Roberto Motta
Miriam Sanger
Adalberto Piotto
Frank Furedi, da Spiked
Jeffrey A. Tucker.
Theodore Dalrymple
Flavio Morgenstern
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
Background
NEWSLETTER
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
Background
TELEGRAM
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
publicidade
Background
Assine a Revista Oeste
Seja um dos brasileiros que acreditam que o bom jornalismo transforma um país.