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Política

Governo Lula sobe projeção do déficit de 2023 para R$ 145 bilhões

Bloqueios orçamentários chegam a R$ 3,2 bilhões nos seis primeiros meses do ano

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Os valores anunciados pelo governo contradizem a expectativa do ministro da Fazenda, Fernando Haddad | Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

O Ministério do Planejamento e Orçamento aumentou a projeção para o déficit primário — desconsiderando o pagamento de juros da dívida pública — de R$ 136,2 bilhões para R$ 145,4 bilhões em 2023. Os dados foram apresentados no relatório do 3º bimestre, divulgados nesta sexta-feira, 21, pelo governo Lula.

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Para se manter dentro do teto de gastos, o governo bloqueou as despesas do orçamento em R$ 1,5 bilhão. Com isso, os primeiros seis meses do ano somam R$ 3,2 bilhões em bloqueios.

Os valores anunciados pelo governo Lula contradizem a expectativa do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que prometeu em janeiro a redução do rombo fiscal para menos de 1% do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano. Em termos percentuais, o montante apresentado hoje representa 1,4% do PIB.

A secretária adjunta do Tesouro Nacional, Viviane Braga, afirmou a jornalistas que a meta de manter o rombo em 1% do PIB permanece válida. Para ela, os resultados vão chegar mais próximo ao objetivo no próximo bimestre.

Déficit maior: queda nas receitas do governo Lula e aumento dos gastos

Outro ponto negativo presente no relatório é a redução da estimativa de receitas primárias da União. O governo federal atualizou de R$ 2,367 trilhões para R$ 2,366 trilhões a possibilidade de arrecadação. 

  • Receita previdenciária: queda de R$ 9,3 bilhões; 
  • Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins): queda de R$ 5,6 bilhões; 
  • Dividendos e participações: queda de R$ 3,1 bilhões; 
  • Pis/Pasep: queda de R$ 2,8 bilhões;
  • Imposto de Importação: queda de R$ 2,2 bilhões.

Ao mesmo tempo, em que as arrecadações caíram, as despesas aumentaram. A expectativa passou de R$ 2,048 trilhões para R$ 2,055 trilhões. Entre as elevações de gastos estão:

  • Pessoal e encargos sociais: gastos diminuíram R$ 1,9 bilhão
  • Apoio financeiro a Estados e municípios: elevação de R$ 4,6 bilhões;
  • Benefícios previdenciários: elevação de R$ 2,4 bilhões;
  • Subsídios, subvenções e Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro): elevação de R$ 1,2 bilhão. 

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2 comentários
  1. MARCO TULIO
    MARCO TULIO

    Acalmem…ainda estamos longe…mas muito longe do FUNDO DO POÇO, as vendas na minha empresa caíram 30% em junho e 25% em julho, já mandei dois funcionários embora, a boa noticia é que mês que vem vou pagar menos DAS…ou seja menos dimdim para esses bando de parasitas petistas.

    1. Luiz Renato
      Luiz Renato

      É verdade, basta esforçarem um pouquinho mais que chegaremos lá. Aí é só dobrar a meta.

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