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Política

Governo Lula promove luta de classes em contas oficiais nas redes

Presidência usa 'cabo de guerra' entre ricos e pobres para defender taxação

Publicação do governo Lula incentiva a retórica marxista da luta de classes | Imagem: GovBr/Divulgação
Publicação do governo Lula incentiva a retórica marxista da luta de classes | Imagem: GovBr/Divulgação

O Governo Lula publicou nesta terça-feira, 1º, em sua conta oficial no Instagram, um conjunto de imagens e mensagens que apresenta uma disputa entre grupos sociais identificados como “super-ricos” e trabalhadores.

A iniciativa integra uma campanha digital que defende medidas de aumento de impostos para as camadas mais abastadas da população, ao mesmo tempo em que propõe benefícios e isenções tributárias para segmentos de menor renda.

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O material, divulgado com a assinatura visual da Presidência da República e a marca “Governo Federal – União e Reconstrução”, contém ilustrações de um cabo de guerra entre dois grupos distintos.

De um lado, personagens com roupas formais e chapéus representam a elite econômica, associada ao título “Retrocesso”. Do outro, puxam a corda figuras caracterizadas como trabalhadores e pequenos empreendedores, sob a marca de “Avanço”, ao sugerir que o progresso se vincula ao fortalecimento dos grupos populares.

Na legenda que acompanha a postagem, o governo afirma: “Nesse cabo de guerra, o Governo Federal tem lado: o lado da classe média e do povo trabalhador que movem o nosso país”. Em seguida, a mensagem contrasta os grupos.

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Governo Lula critica supostos privilégios dos “super-ricos”

“Queremos equilibrar as contas corrigindo injustiças, combatendo privilégios e poupando quem trabalha e faz o Brasil crescer”, alega a publicação. “Já os super-ricos querem cortar da saúde, da educação e deixar a conta mais uma vez para ser paga por quem tem menos.”

Outra imagem explica: “No Brasil, uma batalha acontece: de um lado, interesses que puxam o país para trás, mantendo privilégios”, destaca. “Do outro, a força da classe média e do povo trabalhador, lutando por renda, educação, saúde e um futuro próspero para todos.”

O uso da expressão “luta” e a caracterização de grupos em oposição podem ser interpretados como uma retórica de conflito de classes. O convite ao engajamento é expresso na frase: “E você, pra que lado vai puxar essa corda? Espalhe esse post para quem também tem lado nessa disputa política.”

Entre as propostas destacadas no carrossel, estão “impostos para super-ricos”, “IR zero para quem ganha até R$ 5 mil por mês” e “menos privilégios fiscais para ricos”. Outras medidas mencionadas incluem a “garantia da continuidade dos programas sociais” e o “fim da escala 6×1“, referência ao regime de seis dias de trabalho e um de folga.

O material do governo Lula também utiliza expressões de convocação política. Uma das telas afirma que “é hora de lutar por novos avanços!” e exibe um punho fechado em sinal de luta, tradicional símbolo da esquerda pelo mundo.

O que é luta de classes?

O conceito de luta de classes descreve a ideia de que diferentes grupos sociais possuem interesses econômicos e políticos opostos, o que gera conflitos permanentes na sociedade. De forma simplificada, trata-se da disputa entre quem detém maior poder econômico e quem depende da venda da própria força de trabalho para sobreviver.

O termo foi popularizado no século XIX, sobretudo pelo filósofo alemão Karl Marx, que teorizou o antagonismo entre a burguesia (os donos dos meios de produção) e o proletariado (os trabalhadores). No marxismo clássico, a luta de classes seria o motor da história e levaria a transformações sociais e políticas.

Fora das correntes marxistas, o conceito também é utilizado em sentido mais amplo para descrever conflitos entre grupos com diferentes níveis de renda, acesso a direitos e participação política.

Campanhas que contrastam “ricos” e “pobres” ou que alegam privilégios de elites econômicas podem ser caracterizadas como retórica de luta de classes, ainda que não façam referência explícita ao marxismo.

Leia também: “A volta dos Irmãos Petralha”, reportagem de Augusto Nunes e Eugenio Goussinsky publicada na Edição 239 da Revista Oeste

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2 comentários
  1. julio bento da silva bento
    julio bento da silva bento

    Governo da palhaçada e da Suprema Bosta!

  2. jose angelo
    jose angelo

    Amigo da Chauí tem aversão à classe média.
    E nem precisam ter, foi extinta desde 2023.

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