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Política

Governo demite ex-chefe da Receita por suposto envolvimento no caso das joias sauditas

Júlio Cesar Vieira Gomes perde cargo e fica proibido de assumir função pública por cinco anos

Júlio Cesar Vieira Gomes
Júlio Cesar Vieira Gomes, ex-secretário da Receita Federal | Foto: Reprodução/Receita Federal

O governo de Luiz Inácio Lula da Silva oficializou a demissão do ex-secretário da Receita Federal Júlio Cesar Vieira Gomes. O Diário Oficial da União publicou a decisão nesta segunda-feira, 1º de dezembro. O ato seguiu parecer da Controladoria-Geral da União (CGU), que encerrou um processo disciplinar contra o servidor.

O documento oficial não detalhou o motivo da exoneração. No entanto, Gomes ficou conhecido pelo envolvimento na suposta tentativa de liberar joias trazidas ao Brasil durante o governo de Jair Bolsonaro. Os itens de luxo ficaram retidos no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo.

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Em dezembro de 2022, já na reta final do mandato de Bolsonaro, auditores da Receita teriam barrado uma tentativa de liberar as joias sauditas. Segundo as investigações, Gomes teria pressionado servidores da aduana para autorizarem a entrada dos objetos no país.

A Polícia Federal argumenta que os supostos desvios relacionados ao caso podem chegar a R$ 6,8 milhões. O ex-presidente foi indiciado no inquérito que apura o destino das joias, recebidas durante viagens oficiais à Arábia Saudita.

Gomes perdeu o direito de ocupar cargos públicos pelos próximos cinco anos. Mesmo assim, declarou que pretende recorrer da punição. Em entrevista à CNN Brasil, afirmou que entrará na Justiça contra a decisão da CGU.

Comissão de Ética isenta ex-secretário, mas pune ex-ministro

Em outro processo, a Comissão de Ética Pública da Presidência da República isentou o ex-secretário de sanções. O órgão, contudo, puniu o ex-ministro de Minas e Energia Bento Albuquerque, também citado no episódio das joias.

+ Leia também: “Moraes autoriza filha de Bolsonaro a visitar o pai por 30 minutos”

Segundo a CGU, Gomes violou normas de conduta ao usar o cargo para “lograr proveito pessoal ou de outrem, em detrimento da dignidade da função pública”.

3 comentários
  1. Plínio de Assis Tavares Junior
    Plínio de Assis Tavares Junior

    No país cujo Presidente é cachaceiro,nada pode impedir a pinga de entrar bebidas alcoólicas.

  2. Carlos Soares
    Carlos Soares

    Está nascendo outra narrativa para garantir mais um motivo sem respaldo que faça o sistema ganhar tempo cancelando Bolsonaro, caso seja necessário.
    Vão manipular também o “caso da baleia”?

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