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Governo brasileiro fala em 'ambiente de harmonia' na eleição presidencial do Equador; um candidato foi assassinado

Daniel Noboa saiu vitorioso na disputa do segundo turno com 52% dos votos válidos

daniel noboa - equador
Daniel Noboa: representante da centro-direita é eleito presidente do Equador | Foto: Reprodução/Instagram

O governo brasileiro parabenizou o povo do Equador e o vencedor da disputa presidencial, Daniel Noboa. Em nota, o Ministério das Relações Exteriores destacou a realização do segundo turno equatoriano em um “ambiente de harmonia e congraçamento democrático”. Vale ressaltar que, em agosto, o candidato Fernando Villavicencio foi assassinado

“O governo brasileiro faz votos de pleno êxito ao presidente eleito no desempenho de seu futuro mandato”, destacou o comunicado. “Expressa também a disposição de buscar o aprofundamento contínuo da relação bilateral, em prol do desenvolvimento das duas sociedades e de toda a região sul-americana.” 

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva também parabenizou o presidente eleito no Equador por meio de uma publicação na rede social Twitter/X. “Expresso minha disposição de seguir trabalhando pelo bem-estar dos nossos povos, tradicionalmente amigos.”

Noboa, um representante de centro-direita, tem 35 anos e saiu vitorioso na disputa do segundo turno, com 52% dos votos válidos. No segundo turno, ele superou Luisa González, candidata de esquerda, que obteve 48% dos votos.

“Hoje encerramos o capítulo da campanha e amanhã começaremos a trabalhar pelo novo Equador”, comemorou o vencedor. 

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Noboa vai substituir Guillermo Lasso, que se aliou a deputados de esquerda para obter governabilidade. Mesmo assim, Lasso foi alvo de dois processos de impeachment. Para evitar perder o cargo, dissolveu o Parlamento e convocou estas eleições antecipadas, organizadas às pressas. Com isso, Noboa terá um mandato de apenas um ano e meio, até 2025. Ele deve assumir na primeira semana de dezembro.

Candidato foi assassinado durante a campanha eleitoral no Equador

Presidência Equador
Villavicencio saia de um comício na capital do Equador quando foi assassinado | Foto: Reprodução/Redes sociais

A redução da criminalidade e a geração de empregos foram os principais temas da campanha entre os presidenciáveis.

Os suspeitos de terem matado Villavicencio, sete colombianos, foram mortos na prisão, o que aumentou a tensão no país. No entanto, ainda não se sabe quem mandou matar o presidenciável.

Nos últimos anos, o narcotráfico dominou o Equador, antes considerado seguro. A taxa de homicídios triplicou.

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Com esses problemas em vista, Noboa prometeu abrir “prisões-barco” para isolar os criminosos mais perigosos e criar um centro de inteligência para prevenir crimes. Ele também falou, durante a campanha, na criação de empregos e vagas universitárias para os jovens. Na economia, o presidente eleito diz que vai proteger a dolarização, facilitar o crédito para pequenas e médias empresas, dar incentivos fiscais e atrair investimentos estrangeiros.

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