Governadores de direita usaram as redes sociais para criticar a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), neste sábado, 22. Agentes da Polícia Federal (PF) o levaram para a superintendência da corporação, em Brasília.
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Jorginho Mello (PL), governador de Santa Catarina, afirmou que é confuso entender a situação atual brasileira. Ressaltou o fato de Bolsonaro não ter tido um julgamento justo. Além disso, afirmou que o ex-presidente teve a liberdade privada antes mesmo da condenação.
“Hoje, mais um golpe contra seus direitos”, escreveu Jorginho. “Um homem que não roubou um pila da população e que é o principal nome da oposição, legitimado por metade dos eleitores brasileiros.”
Cláudio Castro presta apoio a Bolsonaro
O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), também se manifestou. O político fluminense disse que, “de prisões em prisões, desconstruímos uma instituição chamada Presidência da República”. Para Castro, “ainda precisamos evoluir como nação e como democracia”. “Um presidente que sempre viveu o simples, ao lado do povo, merecia o mínimo de deferência.”
Romeu Zema (Novo), governador de Minas Gerais, disse que o Brasil viu o que todos já sabiam: “Afastaram Bolsonaro do convívio da família, de forma arbitrária e vergonhosa para nossa história”. “Silenciar opositor não é justiça, é abuso de poder”, escreveu. “Divergência política não pode ser motivo para prisão.”
Ex-presidente está em uma sala de Estado
Na superintendência da PF, Bolsonaro está em uma sala de Estado. O ambiente é reservado a ex-presidentes e autoridades de alto escalão. Em nota, a corporação declarou que o Supremo Tribunal Federal determinou a prisão preventiva.

O objetivo da medida, segundo a Corte, é preservar a ordem pública. “A PF cumpriu, neste sábado, em Brasília, um mandado de prisão preventiva em cumprimento à decisão do STF”, diz o comunicado.
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