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Política

Van Hattem reage à desculpa de Gilmar por fala sobre homossexualidade: 'Débora do Batom pôde pedir desculpa?'

Parlamentar critica manifestação do magistrado e cita pena aplicada em caso que envolve a cabeleireira no âmbito dos atos do 8/1

marcel van hattem
Deputado Marcel van Hattem (Novo-RS) | Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

O deputado Marcel van Hattem (Novo-RS) criticou a manifestação do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), sobre o caso que envolve o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema. Em publicação nas redes sociais, o decano tentou se retratar por mencionar a homossexualidade como exemplo de acusação injuriosa. 

“Há uma indústria de difamação e de acusações caluniosas contra o Supremo”, escreveu Gilmar. “Vou enfrentá-la. E não tenho receio de reconhecer um erro. Errei quando citei a homossexualidade ao me referir ao que seria uma acusação injuriosa contra o ex-governador Romeu Zema. Desculpo-me pelo erro. E reitero o que está certo.” 

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A postagem provocou reação do deputado Van Hattem, que comparou o caso ao da cabeleireira Débora Rodrigues. Conhecida como “moça do batom”, ela foi condenada no âmbito dos atos do 8 de janeiro por escrever, com o cosmético, “perdeu, mané” na Estátua da Justiça, em frente ao STF

Mesmo depois de pedir desculpa, em lágrimas, a 1ª Turma da Corte a sentenciou a 14 anos de prisão. A decisão incluiu os supostos crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, associação criminosa armada, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.

“Que desculpa, o quê?”, reagiu Van Hattem. “Não vai mandar sua própria fala para o Alexandre de Moraes investigar? E a Débora do Batom, pôde pedir desculpa? Chorou pedindo perdão e segue presa abusivamente por vocês. Um dia, em breve!, quem implorará por anistia serão vocês. E aí quero ver se alguém perdoará.” 

Na postagem, usuários do X também acrescentaram contexto sobre entendimento do STF que equipara homofobia e transfobia ao crime de racismo. Além disso, destacaram que “não cabe retratação para extinguir a punibilidade nesses casos”.

Entenda o caso que envolve Romeu Zema

Em suas redes sociais, Zema compartilhou um vídeo humorístico com fantoches que representam os ministros Dias Toffoli e Gilmar Mendes. Na gravação, os personagens dialogam em tom irônico sobre decisões judiciais e benefícios pessoais. 

Como resultado, Gilmar encaminhou uma representação a Moraes em que pede a investigação de Zema pela divulgação do conteúdo. Ele afirmou, no documento, que o vídeo “vilipendia não apenas a honra e a imagem deste Supremo Tribunal Federal, como também da minha própria pessoa”. 

Nesta quinta-feira, 23, em entrevista ao portal Metrópoles, o decano voltou ao tema e argumentou que críticas e sátiras dirigidas a autoridades podem ultrapassar limites aceitáveis. No entanto, para sustentar seu posicionamento, recorreu ao exemplo da homossexualidade ao discutir o que considera ofensivo

“Se começarmos a fazer piadas com coisas sérias, com as instituições… imagine que comecemos a fazer bonecos do Zema homossexual”, disse Gilmar. “Será que não é ofensivo? Se fizermos ele roubando dinheiro do Estado, será que não é ofensivo? É correto brincar com isso? Homens públicos podem fazer isso? É isso que precisa ser avaliado.” 

Em publicação no X, Zema reagiu à declaração e criticou o ministro. “Esse sujeito extrapola cada vez mais os limites. Se comporta como um intocável”. Em vídeo, o ex-governador afirmou que a comparação feita pelo decano foi inadequada. 

“Você pode mandar fazer um boneco meu de homossexual, de ladrão ou do que bem entender”, destacou. “Pode me satirizar à vontade. O que você não pode fazer é comparar homossexual com ladrão. Sério que você acha que é a mesma coisa chamar alguém de homossexual ou de ladrão? Aí você mostrou o seu mais puro preconceito para o Brasil.” 

2 comentários
  1. CARLOS GUEDES
    CARLOS GUEDES

    GILMAR, O JAGUNÇO DE MATO GROSSO, nunca passou de uma PUSTULA PODRE incrustrada no Judiciário do Brasil. Sem honra, sem palavra, sem princípios, sem ética. Não presta nem como juiz nem como pessoa.Em teatro de rebolado dos anos 1950 teria feito sucesso como VETEDE EXIBICIONISTA INSUPERÁVEL. Principalmente nas peças do Colé. A mais conhecida delas teve o nome de TÔCO CRÚ PEGANDO FOGO.
    Mudou suas opiniões sobre a LAVA JATO em 180 graus. Só não se sabe se levou uma grana para essa metamorfose.
    Ele continua um exibiscionista e lamentavelmente com palavrórios pretensamente intelectuais mas boçais ao extremo.

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