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Política

Gilmar Mendes critica voto de Fux: 'Prenhe de incoerências'

Ministro do STF disse que anistia não pode se aplicar a crimes contra a democracia

Luiz Fux STF antissemitismo
Luiz Fux votou pela absolvição da maioria dos réus da ação referente à suposta trama golpista | Foto: Rosinei Coutinho/STF

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF) afirmou, nesta segunda-feira, 15, que a anistia aos envolvidos na trama golpista é “ilegítima” e “inconstitucional”. Além disso, ele criticou o voto do colega Luiz Fux no julgamento que condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro e outras sete pessoas.

A anistia seria “ilegítima”, para Mendes, porque, na avaliação dele, o perdão não pode se aplicar a supostos crimes contra a democracia. Segundo o ministro, o Brasil deu “um grande passo” com a condenação por tentativa de golpe. “A democracia [brasileira] emerge mais forte do que nunca”, disse.

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As declarações ocorreram na inauguração de uma unidade do Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP), em São Paulo.

Paralelamente às falas do ministro, os parlamentares da oposição tentam pautar a votação da urgência da proposta no plenário da Câmara. O projeto da anistia está parado na Comissão de Constituição e Justiça da Casa desde 2024.

Crítica direta de Gilmar Mendes a Luiz Fux

Mendes classificou o voto de Fux como “prenhe de incoerências”. Também disse não entender como o colega absolveu Bolsonaro, mas condenou Mauro Cid, ex-ajudante de ordens, e o general Braga Netto, ex-ministro e candidato a vice em 2022. Foi a primeira vez que um ministro do STF criticou publicamente o posicionamento de Fux.

Leia também: “STF não vai aceitar impeachment de ministros, diz Gilmar Mendes”

Fux foi o único a divergir no julgamento. O placar pela condenação de Bolsonaro terminou em 4 a 1. O ex-presidente recebeu pena de 27 anos e três meses de prisão. Sua defesa classificou a punição como “excessiva” e informou que vai recorrer.

Gilmar não integra a 1ª Turma, mas esteve na plateia no último dia do julgamento em apoio ao relator, ministro Alexandre de Moraes.

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7 comentários
  1. Sandra A. Hipolito
    Sandra A. Hipolito

    É Gilmar vota pela soltura de ROBINHO e abre divergência seria ” prenhe” também ou somente falta de respeito ao colega que em análise é sua opinião e parecer no que tange a constituição. E confirmar o que disse seu colega JUIZ JOAQUIM ou em 2018 falou seu colega BARROSO e mais a pitada de sociopatia . Assim há necessidade de respeitar o parecer dos colegas pra que seja respeitado pela população.

  2. Joaz Santana Praxedes
    Joaz Santana Praxedes

    Em um voto de 11 horas e 429 páginas e que envolveu 7 réus x 5 crimes de cada um deles, o ministro Gilmar achou, sem provar, que deveria ser prenhe de incoerências só por causa dessa suposta contradição? Pela mãe do guarda!

  3. Paulo Sérgio Gusson
    Paulo Sérgio Gusson

    Sem o minimo de ética para ser um ministro do STF, atitude de cafajeste aliás mais uma para esse ser escroto.

  4. Luiz Albino
    Luiz Albino

    Ética deste juiz, evidentemente nenhuma, assim seu comentário merece a lata de lixo.

    1. Joaz Santana Praxedes
      Joaz Santana Praxedes

      Em um voto de 11 horas que envolveu 7 réus x 5 crimes, e consumiu 429 páginas, o ministro GM

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