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Política

Gilmar manda soltar delegado denunciado por delator do PCC

Em delação, Vinicius Gritzbach, assassinado em 2024, acusou o policial civil de extorsão

O ministro do STF Gilmar Mendes durante sessão de despedida do Luís Roberto Barroso da presidência do STF | Foto: Antônio Augusto/STF
O ministro do STF Gilmar Mendes | Foto: Antônio Augusto/STF

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), mandou soltar o delegado da Polícia Civil de São Paulo Fábio Baena Martin, investigado por extorsão e corrupção no caso Gritzbach. Delator da organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), Vinícius Gritzbach foi assassinado em 2024, no Aeroporto de Guarulhos.

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A decisão de Gilmar foi proferida nesta terça-feira, 31. Ao revogar a prisão preventiva, o ministro impôs medidas cautelares a Baena, preso desde dezembro de 2024. Entre as restrições impostas estão o afastamento do cargo público, o uso de tornozeleira eletrônica, proibição de contato com outros investigados e testemunhas, além do pagamento de fiança de R$ 100 mil.

A decisão de Gilmar favorável ao delegado

O nome de Baena apareceu em delação feita por Vinícius Gritzbach. Ele relatou ao Ministério Público em 2023 que Baena e outros policiais teriam exigido dinheiro para não envolvê-lo em homicídios ligados à facção.

Gilmar Mendes considerou que a prisão não se justifica no momento, já que as acusações teriam fundamento apenas na delação e não estariam amparadas por provas autônomas. O ministro mencionou a ausência de antecedentes criminais do delegado e o fato de a instrução do processo já estar concluída.

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Na decisão, o ministro reforçou que “a prisão preventiva deve ser aplicada apenas quando houver justificativas concretas”, o que não teria ficado demonstrado no caso de Baena. “O contexto de sua prisão preventiva não apresenta os pressupostos necessários para a manutenção de sua custódia, permitindo que ele responda ao processo em liberdade sob condições que garantam a ordem pública”, decidiu Gilmar.

As acusações contra Baena

Baena foi citado por Gritzbach como envolvido em um esquema de extorsão no qual teria solicitado R$ 40 milhões para não investigá-lo por assassinatos de membros do PCC: Anselmo Becheli Santa Fausta, conhecido como “Cara Preta”, e Antônio Corona Neto, chamado de “Sem Sangue”. Ambos foram mortos em 2021 na cidade de São Paulo.

Vinícius Gritzbach delator PCC
Vinicíus Gritzbach, delator do PCC, assassinado em novembro de 2024 | Foto: Reprodução/Polícia Civil

De acordo com as investigações, Gritzbach lavava dinheiro do tráfico para a facção criminosa e passou a ser alvo da Polícia Civil por suspeita de ser o mandante das mortes. Depois de recusar o pagamento da propina, ele foi indiciado. Dias antes de ser morto no Aeroporto de Guarulhos, o empresário reiterou as denúncias contra Baena e outros policiais na Corregedoria da Polícia Civil.

A operação que resultou na prisão do delegado e outras seis pessoas foi deflagrada pela Polícia Federal em 2024. Além de Baena, outros três policiais civis e três indivíduos foram detidos por suspeita de corrupção, enquanto um agente da Polícia Civil ainda é procurado pelas autoridades.

Manifestação da defesa

Os advogados Daniel Leon Bialski e Bruno Borragine, responsáveis pela defesa de Baena, declararam receber “com alívio a decisão proferida pela Suprema Corte que restabeleceu sua liberdade, elidindo a coação ilegal de que vinha sendo vítima”.

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Eles também enfatizaram que “é inadmissível no Brasil se banalizar o direito à liberdade, se decretando e mantendo prisão automática, vedada por nossa legislação, sem contemporaneidade e, o mais grave, por fatos que já haviam sido investigados e arquivados pela Justiça, por recomendação do próprio Ministério Público. Agora e de forma plena se exercerá o direito de defesa até a esperada declaração final de inocência de nosso constituído.”

1 comentário
  1. Erasmo Silvestre da Silva
    Erasmo Silvestre da Silva

    Esse bandido véio desse Gilmar tem que ir pra cadeia. Esse cabra-safado ladrão descarado

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