O relator da CPMI do INSS, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), criticou a postura do ex-presidente do Instituto Nacional do Seguro Social, Alessandro Stefanutto, durante a reunião da comissão desta segunda-feira, 13. O depoimento foi marcado por momentos de tensão e troca de farpas, que levaram à suspensão temporária da sessão.
“Estou acostumado com valentia de investigado”, disse Gaspar. “Depois, quando caminha para o cárcere, fica calmo. Não sei se vai ser o caso desse depoimento. Ele era o presidente do INSS e lá estava, está lá na organização criminosa. O que eu quero saber é se ele era o chefe da organização criminosa ou agiu com a missão. É simples assim.”
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Gaspar também reagiu ao comportamento de Stefanutto e de outros depoentes que compareceram amparados por habeas corpus preventivo. Segundo o relator, a comissão vem sendo alvo de desrespeito por parte de investigados e testemunhas.
“O fato de ter vindo com habeas corpus dá essa autoridade de araque”, afirmou. “Só falta depoente chegar e urinar na mesa por conta desses habeas corpus preventivos que são vergonhosos. Evidentemente que eu, no lugar do presidente, tinha dado voz de prisão por desacato. Mas eu entendo a percepção do presidente e vou fazer o meu papel. Nem tenho medo de cara feia, nem medo de bandido perigoso, nem medo de ladrão de milhões. Seja lá quem for, irei enfrentar e cumprir a minha missão.”

Relação do ex-presidente do INSS
Em entrevista coletiva, Gaspar declarou que os dados analisados pela CPMI indicam que Stefanutto autorizou descontos em massa de aposentados e pensionistas em desacordo com uma instrução normativa assinada por ele próprio, o que teria provocado um prejuízo milionário ao erário.
“Os dados demonstram que ele autorizou descontos em massa, indo de encontro justamente à instrução normativa que ele expediu e que proibia isso”, explicou. “Isso ocasionou de pronto um prejuízo bilionário e a inclusão de 1,2 milhão de associados, dos quais 97% disseram que não tinham autorizado descontos.”
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O relator acrescentou que Stefanutto também firmou acordos com as empresas Crefisa e PicPay, classificados por Gaspar como “altamente suspeitos” e que serão investigados em nova fase da CPMI.
“Ele fez acordo com o PicPay e com a Crefisa. São acordos altamente suspeitos que nós vamos, a partir de janeiro do próximo ano, também adentrar esse assunto”, disse. “Evidentemente que ele tem todo o direito de defesa, mas os documentos e os fatos vão totalmente na contramão da inocência dele.”





































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