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Política

Galípolo confirma presença na CPI do Crime Organizado

Colegiado ouvirá o presidente do Banco Central sobre o caso Master, nesta quarta-feira, 8

senador Presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo | Foto: Lula Marques/Agência Brasil
Presidente do Banco Central foi convidado a prestar depoimentos na CPI | Foto: Foto: Lula Marques/Agência Brasil

O presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, senador Fabiano Contarato (PT-SE), confirmou, nesta terça-feira, 7, que o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, comparecerá à reunião desta quarta-feira, 8.

“O senhor Gabriel Galípolo esteve presente em reunião realizada em novembro de 2024 com a participação de Daniel Vorcaro“, diz o requerimento do colegiado. “Investigado no escândalo do Banco Master.”

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A CPI do Crime Organizado tenta esclarecer o papel de servidores do Banco Central e apurar eventuais vínculos de profissionais do sistema financeiro com esquemas de lavagem de dinheiro e fraudes que envolvem o Banco Master.

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Segundo o requerimento, a presença de Galípolo na reunião com Vorcaro “levanta questionamentos legítimos”. Para o colegiado, será necessário esclarecer “a finalidade institucional do encontro e possíveis desdobramentos regulatórios”.

Presidente de comissão parlamentar fala ao microfone durante audiência pública no Senado, com documentos sobre a mesa
A CPI contribui para a fiscalização dos atos da administração pública | Foto: Divulgação/Agência Brasil

Banco Central no alvo da CPI

O colegiado também marcou o depoimento do ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto para esta quarta-feira. Diferentemente do atual presidente da autoridade monetária, que foi convidado, Campos Neto foi convocado pelo colegiado. Assim deve comparecer à CPI.

Esta é a terceira vez que a comissão tenta ouvir o economista. Campos Neto não compareceu à sessão da terça-feira 31, assim como faltou à reunião de 3 de março.

O ex-presidente do Banco Central optou por não ir à CPI, em nenhuma das convocações, depois da decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, que tornou sua presença facultativa ao conceder um habeas corpus.

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No mês passado, os senadores também tentaram ouvir Paulo Sérgio Neves de Souza, ex-diretor de fiscalização do Banco Central, afastado do cargo e da autarquia depois de investigações mostrarem que ele atuava como consultor informal de Daniel Vorcaro, então dono do Master, dentro do órgão.

Na ocasião, Mendonça, relator do caso no STF, tornou facultativa a presença de Souza na comissão.

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