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Política

Bancada do livre mercado critica projetos de regulação digital

Parlamentares apontam riscos econômicos e jurídicos em propostas que ampliam controle sobre plataformas e alertam para impactos na liberdade de expressão

Plenário da Câmara dos Deputados durante sessão conjunta do Congresso Nacional destinada à deliberação dos vetos de nºs 46 de 2021; 30 e 65 de 2022; 9, 14 (dispositivos 1 a 3, 5 a 53, 55 a 58, 61 a 64, 66, 67, 109 a 114, 116, 119 a 315, 317, 319 a 390 e 393 a 397), 18, 26 (dispositivos 3 e 5 a 10), 36 (dispositivo 3), 39, 41, 45 (dispositivo 10), 46 (dispositivos 1 a 3, 6, 8 a 12 e 14), 47 (dispositivos 9 a 17) e 48 de 2023; e 1, 4 (dispositivo 64) e 8 de 2024; PLNs nos. 1, 2 e 5 a 11 de 2024; e eleição complementar do Conselho de Comunicação Social do Congresso Nacional. Mesa: presidente do Senado Federal, senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG); secretário-geral da Mesa do Senado Federal, Gustavo A. Sabóia Vieira. Parlamentares à bancada. Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado
Plenário do Congresso Nacional durante sessão conjunta | Foto: Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

A bancada do livre mercado intensificou críticas a projetos em tramitação no Congresso Nacional que propõem ampliar a regulação de plataformas digitais. Segundo integrantes do grupo, as iniciativas podem afetar a liberdade de expressão e gerar impactos no ambiente econômico, ao aumentar a intervenção estatal sobre o setor.

Entre os pontos levantados estão o risco de insegurança jurídica e possíveis efeitos sobre a atuação de empresas e usuários nas redes. Parlamentares também argumentaram que as propostas avançam sobre um ambiente já regulado e podem impor novas obrigações com reflexos diretos na inovação e no desenvolvimento tecnológico.

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As críticas foram reforçadas durante debate realizado no Fórum da Liberdade, realizada pelo Instituto Livre Mercado em Porto Alegre, que reuniu representantes do Congresso e especialistas para discutir os limites da atuação do Estado no ambiente digital.

A deputada federal Any Ortiz (PP-RS)
A deputada federal Any Ortiz (PP-RS) integrou o debate realizado nesta sexta-feira, 10 | Foto: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados

A deputada Any Ortiz (PP-RS) destacou o contexto em que as propostas estão sendo discutidas. “É um debate importante, principalmente em ano de eleições”, afirmou.

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Já a deputada Júlia Zanatta (PL-SC) relacionou o tema ao funcionamento do mercado e da sociedade. “A liberdade de expressão é tão importante para o livre mercado como o ar é para o ser humano”, disse.

A Frente Parlamentar em Defesa da Liberdade de Expressão, presidida pela deputada Júlia Zanatta (PL-SC), criticou a decisão do STF | Foto: Divulgação/Câmara dos Deputados
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) é presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Liberdade de Expressão | Foto: Divulgação/Câmara dos Deputados

Críticas à regulação digital

A mediação do debate ficou a cargo da advogada Anna Laura Alvarenga, coordenadora de tecnologia, consumo e inovação do Instituto Livre Mercado (ILM), que criticou o avanço de propostas regulatórias.

Para Alvarenga, tratam-se de “projetos de lei que visam regulamentar o ambiente digital no Brasil, tutelam a liberdade de expressão e inibem a inovação e o desenvolvimento de novas tecnologias”.

A coordenadora também afirmou que o país já possui excesso de normas no setor e que o problema estaria na ineficiência da regulação existente. Ela ainda alertou para os efeitos durante o período eleitoral, destacando que a ampliação de regras pode afetar tanto pessoas físicas quanto jurídicas.

“Não é preciso mais regulamentação, a gente já tem regulamentação demais, regulamentação ineficiente, e a gente precisa agora proteger a palavra, proteger as pessoas, proteger a liberdade”, disse. 

Os projetos em debate

  • PL 4.675/2025 — Regulação de plataformas com “relevância sistêmica”: O projeto altera a legislação concorrencial e cria a figura de agentes econômicos de “relevância sistêmica” em mercados digitais, submetendo grandes plataformas a obrigações específicas. Entre elas, estão exigências de transparência sobre critérios de ranqueamento, uso de dados e funcionamento de serviços, além de proibições de práticas consideradas anticoncorrenciais. Também prevê a criação de uma Superintendência de Mercados Digitais no Cade para fiscalizar essas empresas.
  • PL 2.338/2023 — Marco regulatório da inteligência artificial: A proposta estabelece normas gerais para o desenvolvimento e uso de sistemas de inteligência artificial no Brasil, com foco na proteção de direitos fundamentais e na governança da tecnologia. O texto prevê classificação de sistemas por nível de risco e impõe obrigações mais rigorosas para aplicações de alto risco, como avaliação de impacto, transparência e possibilidade de revisão humana de decisões automatizadas. O projeto, de autoria do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), já foi aprovado no Senado e está em tramitação na Câmara.

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