O senador Flávio Bolsonaro (PL/RJ) afirmou nesta segunda-feira, 1º, que a operação da Polícia Civil de São Paulo contra o Instituto Conhecer Brasil não tem qualquer relação com o filme Dark Horse, produção inspirada na trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Ao comentar o caso, Flávio disse que a apuração envolve um contrato firmado há alguns anos para levar internet gratuita à população. Nesse sentido, ele negou ligação entre a investigação e o longa. “A operação de hoje trata de algo que foi feito alguns anos atrás, um contrato com uma entidade responsável por levar Wi-Fi para a população”.
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Flávio: objetivos políticos
Segundo o senador, o acordo investigado foi celebrado antes mesmo de existir qualquer projeto relacionado ao filme. “Foi um contrato feito muito antes até de começar a ter alguma ideia de filme. Então, em tese, não tem nada a ver com o filme”.
Flávio também levantou críticas à condução da operação e disse esperar que a investigação não esteja sendo usada com objetivos políticos. “Eu não quero crer que a polícia, ou uma parte da polícia, esteja sendo usada para fins eleitoreiros”. Na sequência, ele classificou como uma possível “pescaria probatória” qualquer tentativa de ampliar a apuração para buscar elementos que atinjam a produção audiovisual.
Leia também: “A primeira crise de Flávio”, reportagem publicada na Edição 322 da Revista Oeste
Apesar da repercussão do caso, o senador reforçou que o longa segue em andamento e elogiou o resultado da produção. “O filme do Bolsonaro está maravilhoso. Estão todos convidados. Muito em breve vai estar nas telinhas para todo mundo assistir”.
A empresária Karina Ferreira da Gama, ligada ao instituto e apontada como responsável pela produção de Dark Horse, está no centro da investigação. O caso provocou repercussão política e reacendeu o debate sobre a relação entre a apuração e figuras próximas ao ex-presidente, embora aliados neguem qualquer conexão entre os temas.
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