O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) informou que pretende recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o desfile da Acadêmicos de Niterói, apresentado na noite deste domingo, 15, na Marquês de Sapucaí. A escola levou para a avenida um enredo dedicado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e incluiu referências críticas a adversários políticos do petista.
Pré-candidato ao Palácio do Planalto nas eleições deste ano, Flávio afirmou nas redes sociais que houve uso de recursos públicos para promover ataques ao ex-presidente Jair Bolsonaro e à “instituição família”. De acordo com o senador, a representação extrapolou o campo artístico e teria implicações eleitorais. A equipe do senador prepara a medida judicial para protocolar nos próximos dias.
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O desfile trouxe alegorias que retrataram Bolsonaro como palhaço em dois momentos distintos da apresentação — na comissão de frente, com faixa presidencial, e no encerramento, caracterizado como “Bozo”, com tornozeleira eletrônica danificada. Também houve encenação que envolveu o ex-presidente Michel Temer.
Outro ponto que gerou reação foi a ala batizada de “neoconservadores em conserva”. A fantasia remetia a uma lata com o desenho de uma família formada por homem, mulher e dois filhos. No material explicativo distribuído pela agremiação, o grupo foi descrito como símbolo de setores que fazem oposição ao governo Lula, com referências a representantes do agronegócio, segmentos religiosos evangélicos, defensores do regime militar e figuras associadas à elite econômica.
Nossa ação contra os crimes do pt na Sapucaí, com dinheiro público, será protocolada rapidamente no TSE!
— Flavio Bolsonaro (@FlavioBolsonaro) February 16, 2026
Além dos ataques pessoais a Bolsonaro, eles atacaram o maior projeto de Deus na Terra: a FAMÍLIA!
Vamos vencer o mal com o BEM! pic.twitter.com/KOIPzUgw37
A propaganda pró-Lula
A disputa começou antes mesmo de a escola entrar na avenida. Parlamentares e aliados da oposição tentaram, sem sucesso, impedir o desfile por meio de medidas judiciais. Do lado governista, houve cautela. Ministros foram aconselhados a não participar da apresentação para reduzir risco de questionamentos na Justiça Eleitoral.
A primeira-dama Janja chegou a ser cogitada para desfilar, mas desistiu pouco antes do começo. Lula acompanhou a escola de um camarote e, em determinado momento, desceu para a área próxima à pista, onde foi cercado por apoiadores, seguranças e jornalistas.
O enredo, intitulado Do Alto do Mulungu Surge a Esperança: Lula, o Operário do Brasil, percorreu a trajetória política do petista e evitou temas delicados de sua biografia, como os processos de corrupção que marcaram mandatos anteriores.
Uma curiosidade, precisa de autorização da pessoa para ser exibida no desfile. Se precisa quem autorizou, o uso caricato do Bolsonaro. Ferro neles.
Vamos ver o que o Tayayá Superior Eleitoral vai fazer…
A pergunta é: se fosse uma escola de samba homenageando Bolsonaro, qual seria a decisão do TSE?
Entendo, que esses juízes precisam ter consciência que decisões políticas estão destruindo à credibilidade da Justiça brasileira, para não falar desses pagamentos vultosos de fundos ligados ao banqueiro bandido a ministro e contrato milionário com esposa de outro ministro.
É preciso que esse país volte à sua normalidade institucional, e mais ainda, é preciso que os fatos sejam definidos com as palavras certas, ou seja, não é possível a Justiça brasileira ter lado e muitos dos seus magistrados se venderem.
Essa escola de samba é tão podre quanto o homenageado.
MAIS DO QUE CERTO , É UMA QUESTÃO DE HONRA !