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Política

Flávio Bolsonaro apoia CPI contra ministros do STF

Parlamentar pretende incluir Fernando Haddad e Gabriel Galípolo no escopo das apurações sobre o Banco Master

Flávio Bolsonaro, filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro
Flávio Bolsonaro, filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro, é o pré-candidato à Presidência da República pelo Partido Liberal - Brasília (DF), 22/6/2020 | Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

O senador Flávio Bolsonaro (PL) anunciou nesta segunda-feira, 9, sua adesão ao requerimento para a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) destinada a investigar os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF).

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A adesão do pré-candidato à Presidência ocorre depois de o senador Alessandro Vieira (MDB) confirmar o quórum necessário de assinaturas para protocolar o pedido. O foco da comissão recai sobre as conexões pessoais e financeiras dos magistrados do STF com o Banco Master, suspeito de envolvimento em fraudes bilionárias.

Em texto publicado nas redes sociais, Flávio disse que pretende ir além do Judiciário: “Informo ainda que vou requerer a ampliação da investigação da CPI, para incluir o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central”. Segundo ele, “o escândalo do Banco Master ocorreu debaixo do nariz deles”.

Pressão aumenta com confissão da mulher de Moraes

O anúncio do senador ocorre em um momento crítico para a cúpula do Judiciário. Mais cedo, a advogada Viviane Barci, mulher do ministro Alexandre de Moraes, admitiu publicamente a existência de negócios entre seu escritório e o Banco Master. A nota oficial do Barci de Moraes Sociedade de Advogados detalha uma relação profissional intensa, com o registro de 94 reuniões de trabalho e a produção de 36 pareceres jurídicos durante o período de vigência contratual.

A revelação dos vínculos diretos entre a família do magistrado e o banco investigado pela Polícia Federal serviu de combustível para a articulação política no Senado. Flávio Bolsonaro destacou que já havia apoiado pedidos anteriores de impeachment e que manterá a postura de subscrever qualquer medida voltada à apuração de condutas ilícitas de autoridades. Para o senador, a investigação deve ser ampla e irrestrita, reforçando a tese de que a responsabilidade pelas supostas fraudes do Banco Master precisa ser dividida entre quem julgava processos e quem deveria fiscalizar o sistema financeiro.

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