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Política

Flávio afirma que relação com Vorcaro se limitou a filme sobre o pai

Senador diz que as mensagens ocorreram antes das acusações contra o ex-banqueiro e nega qualquer favorecimento

O senador e pré-candidato do PL, Flávio Bolsonaro | Foto: Saulo Cruz/Agência Senado
O senador afirmou ainda que encerrou a relação com o empresário depois que as acusações contra o banqueiro vieram a público | Foto: Saulo Cruz/Agência Senado

O pré-candidato à Presidência e senador, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), afirmou nesta quinta-feira, 14, que sua relação com o ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, se restringe à busca de investimento privado para um filme sobre a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro.

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Em nota, o parlamentar disse que sua participação no projeto se limitou à captação de recursos para uma produção privada realizada nos Estados Unidos, sem utilização de dinheiro público.

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“Minha participação no projeto do filme sobre o presidente Jair Bolsonaro limitou-se à busca de investimento privado para uma obra cultural privada, produzida nos Estados Unidos”, disse. “Sem recurso público, sem Lei Rouanet, sem Embratur, sem prefeitura e sem qualquer contrapartida ligada ao meu mandato.”

Flávio também negou qualquer favorecimento político ou relação pessoal com Vorcaro. Segundo ele, o contato ocorreu exclusivamente por causa do financiamento do longa-metragem. “Me relacionei com Daniel Vorcaro estritamente no papel de um filho que buscava patrocínio de um empresário para o filme em homenagem ao pai”, declarou.

O senador fluminense ainda negou ter utilizado recursos ligados ao banqueiro para custear despesas do deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) nos Estados Unidos. Segundo Flávio, ele destinou os valores a um fundo específico da produção cinematográfica, com fiscalização em território norte-americano.

Flávio diz que rompeu relação com Vorcaro

Em nota, o parlamentar sustentou que as conversas com Vorcaro aconteceram em 2024, antes de surgirem acusações públicas que envolvem o ex-banqueiro. “A linha do tempo é decisiva. O contato ocorreu em 2024, quando os fatos hoje atribuídos a Vorcaro não eram conhecidos publicamente”, disse.

Segundo Flávio Bolsonaro, Vorcaro mantinha atuação regular no mercado financeiro naquele período e patrocinava eventos empresariais e programas de televisão. O senador ainda afirmou que encerrou a relação com o empresário depois que os aportes previstos deixaram de ser cumpridos e as acusações contra o banqueiro vieram a público.

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Por fim, Flávio comparou sua relação com Vorcaro aos vínculos do ex-banqueiro com integrantes do governo Lula e rejeitou qualquer tentativa de aproximação entre os casos. “Não vou aceitar que nos misturem com os bandidos do PT. As relações são completamente distintas”, afirmou.

O senador também voltou a defender a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o Banco Master. “Por isso, defendo que todos os fatos sejam investigados com rigor e transparência. Por isso, exigimos a CPI do Master já”, concluiu.

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