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Política

Filha de Cunha, deputada aciona STF para avançar com projeto que pune 'preconceito' contra políticos

O advogado da parlamentar alegou que Rodrigo Pacheco 'interditou' o debate ao paralisar a proposta no Senado

cunha | O projeto ganhou o apelido de "Lei Dani Cunha", e prevê uma pena de 2 a 4 anos de prisão a bancos que se negam a abrir contas para políticos, seus familiares e suas empresas, que estejam com processo em aberto e ainda possuem recursos | Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados
O projeto ganhou o apelido de 'Lei Dani Cunha' e prevê uma pena de 2 a 4 anos de prisão a bancos que se negam a abrir contas para políticos, seus familiares e suas empresas, que estejam com processo em aberto e ainda possuem recursos | Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

A deputada federal Dani Cunha (União-RJ), filha do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha, acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) para avançar com um projeto de lei que pretende criminalizar a “discriminação” contra políticos por bancos e instituições financeiras.

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De acordo com o portal Metrópoles, o texto já foi aprovado na Câmara, mas está parado no Senado desde junho de 2023. A proposta, endereçada ao STF e distribuída à ministra Cármen Lúcia, propõe uma liminar ao presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), que determina o andamento do projeto de lei na casa.

“Lei Dani Cunha”

De autoria da parlamentar fluminense, o projeto ganhou o apelido de “Lei Dani Cunha” e prevê uma pena de 2 a 4 anos de prisão. No caso, a pena se volta para os bancos que se negam a abrir contas ou conceder crédito a políticos, autoridades públicas e até seus familiares e empresas, em razão de estarem sob investigação.

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O advogado Lucas de Castro Rivas, ligado a Cunha desde seu mandato na Câmara, afirmou que Pacheco “interditou” o debate e cometeu “abuso de poder por desvio de finalidade”.

Além disso, disse que houve, por parte de Pacheco, “ilegalidade por violação ao devido processo legislativo” ao não dar seguimento à tramitação do projeto de lei.

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A proposta enquadra casos de pessoas públicas que estão sob investigação ou respondem a processos na Justiça nos quais ainda caibam recursos. A versão inicial do texto de Dani Cunha também mirava casos de “injúria” contra políticos. Contudo, o relator da proposta, Cláudio Cajado (PP-BA), retirou o trecho do projeto.

Na Câmara, o texto recebeu aprovação em junho de 2023, com 252 votos favoráveis e 163 contrários.

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8 comentários
  1. Carlos Augusto Olivé Malhadas
    Carlos Augusto Olivé Malhadas

    não é preconceito, É CONCEITO, e eles dão margem para isso. O pai dela então … se acrescentar que os ministrecos do STF não descumprem a Constituição, passa rapidinho

  2. Hermes
    Hermes

    Ela está equivocada. Ela já tem foro privilegiado e o povo não tem preconceito contra político, até porque a política seria necessária para organizar e guardar a democracia. O que temos é raiva mesmo de político ladrão, mentiroso e imoral. Ela deve estar sofrendo pelo pai, e aliás, deveria estar grata por ter sido eleita por eleitores que adoram ladrões e agora, festejando a liberdade do pai, que ri na cara do brasileiro. Será que vamos pedir um projeto de lei que proíba o político de mentir e roubar também? Porque nossa constituição já foi rasgada há tempos pela quadrilha suprema.

  3. Adail da Costa Leite Filho
    Adail da Costa Leite Filho

    Em um pais dirigido por um ladrao, corrupto, cachaceiro e mitomano, que indica uma ex-terrorista, assaltante de banco e semi-analfabeta bilingue para presidir um banco, que tem um vice-presidente com ridicula falta de memoria, ex-prefeitos, governadores e politicos condenados que caminham livremente entre pessoas trabalhadoras e honestas nao podemos esperar que nao ocorram violaçoes ao devido processo legislativo. Estamos no pais do vale tudo caminhando de braços dados com o crime organizado. Estamos pagando o preço por essa imensa falta de educaçao, nossas pessimas escolhas, e as indicaçoes da suprema urna eletronica.

  4. Filipe Drumond Costa
    Filipe Drumond Costa

    É fim da picada! No Brasil todos os dias o poste insiste em mijar no cachorro.

  5. Marco Polo Gerard Bondim
    Marco Polo Gerard Bondim

    A ideia dos corruptos, ou daqueles a eles ligados que se beneficiam do fruto de seus crimes, é de inverter os valores morais, éticos e das tipificações criminosas que a civilização ocidental foi formando ao longo de centenas de séculos. Nada mais justo, pois que já temos quase 10 anos de tentativas de por o País em ordem!
    É o Brasil do PT, do PSOL, PCdoB, Solidariedade, …., do STF/TSE (dos cursos de Direito com a Teoria Critica do Direito), do jornalismo, comunicadores, filósofos, cientistas sociais, …., dos artistas, sindicalistas, PF e das FA.
    Pobre Brasil!

  6. Ed Camargo
    Ed Camargo

    Todo vigarista com o perfil desta deputada Dani Cunha me deixa doente. Se essa lei for aprovada, em primeiro lugar, apagaria da consciência de todos a distinção entre justiça e injustiça.
    Há quem pense (os políticos), que o saqueamento perde toda a sua imoralidade assim que se torna legal.

  7. Claudio Fortes
    Claudio Fortes

    Não temos preconceitos contra políticos, só os ladrões como o pai dessa senhora . É só o que falta !

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