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Política

Fachin destaca limites da tributação e o que o Estado entrega ao cidadão

1ª Turma do STF discute a capacidade de fiscalização da Comissão de Valores Mobiliários no âmbito de ação movida pelo Novo

toffoli fachin
O presidente do STF, Edson Fachin, durante a abertura do Ano Judiciário, no tribunal - 2/2/2026 | Foto: Ton Molina/Estadão Conteúdo

Durante audiência pública, no Supremo Tribunal Federal (STF), que discute a capacidade de fiscalização da Comissão de Valores Mobiliários, o presidente da Corte, Edson Fachin, destacou que o debate envolve “os limites do poder de tributar e a relação entre o que o Estado cobra e o que efetivamente entrega à cidadania”.

Conforme Fachin, embora o tema tenha natureza técnica, trata de um ponto essencial ao Estado de Direito, razão pela qual a sessão é “medida fundamental e imprescindível”.

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Fachin observou que o desfecho do caso no tribunal terá impacto sobre o mercado de capitais, os agentes que nele atuam e os investidores.

“Uma decisão dessa magnitude precisa ser construída com o melhor insumo possível, e esse insumo não está disponível apenas nos autos”, disse, nesta segunda-feira, 4.

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Audiência da qual Fachin participou

Julgamento da Ação Penal 2696 na 1ª Turma do STF - 11/11/2025 | Foto: Antonio Augusto/STF
Julgamento da Ação Penal 2696 na 1ª Turma do STF — 11/11/2025 | Foto: Antonio Augusto/STF

Convocado pelo presidente da 1ª Turma, Flávio Dino, o debate ocorre no âmbito da Ação Direta de Inconstitucionalidade n° 7.791, movida pelo Partido Novo, que interpela dispositivos da Lei n° 14.317/2022 responsáveis por alterar a forma de cálculo da taxa de fiscalização do mercado de capitais.

Embora o processo tenha origem tributária, o relator ampliou o escopo da discussão para avaliar se a estrutura atual da CVM é suficiente para lidar com a crescente complexidade do sistema financeiro.

O redirecionamento ocorreu diante de investigações que apontam o suposto uso do mercado de capitais em práticas ilícitas.

Ao convocar a audiência pública, Dino mencionou o caso do Master e citou declarações do presidente interino da CVM, João Accioly, segundo as quais o órgão identificou movimentações atípicas desde 2022, mas enfrenta limitações operacionais, com acúmulo de processos e falta de pessoal e recursos tecnológicos.

Leia também: “Naufrágio em dose dupla”, reportagem publicada na Edição 320 da Revista Oeste

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