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Política

Ex-ministro Carlos Lupi depõe na CPMI do INSS nesta segunda-feira, 8

Foco da comissão parlamentar recai sobre sua gestão, marcada pelo escândalo dos descontos irregulares em benefícios previdenciários

Lupi; INSS
Em 2024, a CGU enviou um relatório preliminar ao INSS com provas de fraudes e recomendações para frear os abusos | Foto: Lula Marques/Agência Brasil

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) inicia, nesta segunda-feira, 8, uma nova etapa, ao ouvir Carlos Lupi, ex-ministro da Previdência Social, como primeiro ex-titular da pasta a depor no colegiado. O foco recai sobre sua gestão, marcada pelo escândalo dos descontos irregulares em benefícios previdenciários.

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Lupi esteve no comando do ministério quando ocorreram denúncias que envolvem descontos não autorizados em aposentadorias e pensões. Pressionado depois da revelação do caso, ele pediu demissão, em maio deste ano, em meio ao aumento das cobranças por explicações sobre o esquema.

Nova fase da CPMI do INSS inclui políticos

CPMI do INSS
Sessão da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS | Foto: Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

Até agora, a comissão ouviu apenas especialistas e profissionais ligados às investigações, como representantes da Polícia Federal, da Controladoria-Geral da União e da Defensoria Pública da União, além do advogado Eli Cohen. A oitiva de Lupi inaugura a participação de figuras políticas no inquérito.

Leia também: “A oposição precisa salvar a CPI (e se salvar)”, artigo de Silvio Navarro publicado na Edição 285 da Revista Oeste

De acordo com o ex-ministro, “consciência e alma tranquilas” marcam sua disposição para responder às perguntas de deputados e senadores, conforme declarou à CNN Brasil. A oposição se mostra particularmente atenta à sessão, tenta entender se as fraudes no INSS têm ligação com o governo de Luiz Inácio Lula da Silva.

O cronograma da CPMI prevê ainda os depoimentos dos empresários Antônio Carlos Camilo Antunes, chamado de “Careca do INSS”, no dia 15, e Maurício Camisotti, no dia 18. Ambos estão sob investigação da Polícia Federal pelo envolvimento no esquema.

A comissão foi instalada em 20 de agosto e busca apurar o ocorrido. Segundo estimativas, a movimentação financeira em descontos indevidos sobre aposentadorias e pensões, entre 2019 e 2024, movimentou quase R$ 6,5 bilhões. A fraude veio à tona depois de operação conjunta da Polícia Federal e da CGU, em abril.

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