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Política

Especialista levanta dúvidas sobre a segurança das urnas eletrônicas

Amílcar Brunazo garante ser possível fraudar os equipamentos

urnas eletrônicas
Foto: Divulgação/Agência Brasil

Amílcar Brunazo, engenheiro especialista em segurança de dados e voto eletrônico, afirmou que a confiabilidade das urnas eleitorais é duvidosa. De acordo com ele, o equipamento pode ser objeto de fraude. “O software é desenvolvido no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) seis meses antes [das eleições], compilado com 15 dias de antecedência, transmitido por internet pelos tribunais regionais e por cartórios, e gravado num flashcard”, explicou Brunazo, na quinta-feira 20, durante audiência pública em comissão especial da Câmara dos Deputados.

“A equipe do professor Diego Aranha, dentro do TSE, mostrou ser possível pegar esse cartão, inserir nele um código espúrio, que não foi feito pelo TSE, e colocar na urna eletrônica”, salientou o especialista, ao mencionar que os brasileiros acabam tendo de confiar no servidor que vai pôr o dispositivo na máquina. “Muitas vezes é um profissional terceirizado. Realmente, o processo eleitoral brasileiro depende da confiança de todos os funcionários envolvidos. Isso é um equívoco”, lamentou Brunazo.

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O engenheiro desmentiu as afirmações segundo as quais o atual processo é auditável. “Não é possível fazê-lo por causa das restrições que o TSE impõe”, disse. Atualmente, a PEC que trata do voto auditável está sendo discutida na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara. De autoria da presidente da CCJ, deputada federal Bia Kicis (PSL-DF), o mecanismo prevê que a urna eletrônica imprima um comprovante do voto. Dessa forma, o eleitor tem a certeza de quem escolheu para ocupar determinado cargo.

O ex-secretário de Desestatização Salim Mattar publicou em seu Twitter trecho da fala do engenheiro Amílcar Brunazo durante audiência pública em comissão especial da Câmara dos Deputados. Confira:

https://twitter.com/salimmattarBR/status/1396188691576594435?s=20

Leia também: “Tudo o que você precisa saber sobre o voto impresso”, reportagem publicada na Edição 54 da Revista Oeste

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7 comentários
  1. Marilí
    Marilí

    Só tenho uma dúvida ato a isso: pq os ministros do stf “brigam” tanto para não haver impressão e posterior auditoria? Mesmo depois de ser votado e sancionado e agora até ameaçando judicializar a votação. Oi? Judicializar algo que pode ser auditado e confirmado? Ir contra o que o congresso votou e um (uma) presidente já havia sancionado? O que está por trás disso? O que tanto incomoda os ministros

    1. Marcus Vinicius Pinho De Matos
      Marcus Vinicius Pinho De Matos

      Judiciário, funcionários publicos, a maior parte do congresso e 95% da mídia formam o establishment! Eles querem ter o poder de não permitir que um “outsider”, como tem sido o Bolsonaro, possa vencer as eleições ou se manter eleito.

  2. Antoniel Souza Ribeiro da Silva Junior
    Antoniel Souza Ribeiro da Silva Junior

    Se não houver voto impresso auditável, haverá inequivocamente fraude contra Bolsonaro em 2022. É missão da vida do comunista Barroso que ora responde pelo TSE assegurar que isto aconteça. Ele é desafeto declarado do PR. Iria perder a oportunidade de detoná-lo ?

  3. Davilson Gomes Miranda Jr
    Davilson Gomes Miranda Jr

    Bolsonaro já está reeleito em primeiro turno, mas se não tiver voto auditável ele não passa nem para o segundo turno, isso já está bem claro.

  4. Frederic Couto
    Frederic Couto

    Essa é a parte essencial da coisa – hj vc depende da lisura de um terceirizado e não tem como externamente validar a correção do resultado da urna. Sabia que o terceirizado já foi uma empresa da Venezuela?

  5. Eliel De Torres
    Eliel De Torres

    Todo o sistema é seguro. Para quem quer fraudar, claro.

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