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Política

Ernesto Araújo: prisão de Bolsonaro reforça denúncias e expõe arbitrariedade

Ex-chanceler afirma que decisão do STF fortalece tese de perseguição política e amplia impacto das sanções previstas pela Lei Magnitsky

O ex-chanceler Ernesto Araújo: medida de Moraes fortalece legitimidade das sanções | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O ex-chanceler Ernesto Araújo: medida de Moraes fortalece legitimidade das sanções | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Em publicação nesta segunda-feira, 4, no Twitter/X, o ex-ministro das Relações Exteriores Ernesto Araújo criticou duramente a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de decretar a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Segundo ele, a medida se revela “contraproducente” para o que classificou principalmente como “juristocracia” e contribui sobretudo para sustentar a legitimidade de sanções internacionais.

“Trump mudou os termos do jogo. Aquilo que, até um mês atrás, seria a cereja do bolo da juristocracia, a prisão de Bolsonaro, revelou-se agora contraproducente”, escreveu Araújo. O ex-chanceler afirmou do mesmo modo que a ação “reforça o embasamento da Magnitsky” — referência à legislação dos EUA usada para impor sanções a agentes acusados de violar direitos humanos — e “convida a novas sanções”.

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Araújo: críticas ao sistema e à sequência dos fatos

Araújo também afirmou que a medida, longe de intimidar, fortalece a mobilização popular. “Se antes a medida poderia intimidar o povo, agora o encoraja”. Da mesma forma, ele relacionou a decisão judicial às mensagens vazadas no fim de semana envolvendo membros do Judiciário. “Uma notícia potencializa a outra […]. As mensagens descredenciaram antecipadamente o personagem que veio a decretar a prisão poucas horas depois, enquanto a prisão confirmou a imagem de perseguição política”.

Outros nomes da oposição ao governo Lula também se pronunciaram. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou que Bolsonaro foi condenado “sem crime e sem julgamento” e que o país vive uma “escalada contra garantias individuais”. Parlamentares como Carol De Toni (PL‑SC), Eduardo Bolsonaro (PL‑SP) e Magno Malta (PL‑ES) também repudiaram a medida, classificando-a como “autoritária”, “política” e “injustificável”.

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