A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) está atuando como amicus curiae (amigo da Corte) em processos judiciais que contestam a multa e a suspensão do Twitter/X e que estão na mesa do Supremo Tribunal Federal (STF). A entidade defende a liberdade digital e econômica, valores que considera essenciais para a sociedade civil e para o comércio virtual.
“Essa decisão não só afeta a liberdade individual de acesso, mas também compromete as atividades de inúmeras empresas, que consideram o ambiente digital uma parte fundamental de suas operações”, afirma o presidente da Fiemg, Flávio Roscoe. “Temos certeza da sensibilidade do Judiciário quanto ao tema e estamos convictos de que a Justiça brasileira será célere para proteger a sociedade e o ambiente de negócios livre.”
Receba nossas atualizações
A Fiemg acompanha a Ordem dos Advogados do Brasil na Ação 1.190. O processo questiona a capacidade do STF em legislar ao punir quem acessa a rede social Twitter/X no Brasil.
+ Leia mais notícias de Política em Oeste
O acesso à plataforma foi derrubado no país por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do STF. De acordo com o magistrado, a proibição se deu diante de descumprimento de ordens judiciais, como, por exemplo, não contar com um representante legal no Brasil. A rede social, sob controle do empresário Elon Musk, contava com equipe em solo nacional, mas dispensou todos os profissionais a partir da alegação de que poderiam ser presos.
Presidente da Fiemg critica o STF

Para o presidente da Fiemg, não seria função do STF tomar esse tipo de medida. De acordo com ele, é necessário liberar o acesso à rede social.
“Não há lei no arcabouço jurídico brasileiro nesse sentido”, disse Roscoe. “Portanto, o Supremo não poderia ter estipulado multa. Precisamos proteger o cidadão brasileiro para que ele possa acessar a plataforma digital por meio que lhe convier e for acessível.”
Impacto econômico da suspensão do Twitter/X pelo STF

A segunda ação que conta com a participação da entidade é a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental 1.188, movida pelo partido Novo. Na ação, a legenda defende a liberdade econômica e destaca o impacto negativo da suspensão da plataforma Twitter/X sobre empresas que utilizam o ambiente digital como parte essencial de suas operações.
Leia mais:
“Ao retirar o Twitter/X do ar, várias empresas perderam ali sua fonte de sustento”, observou Rosoe. “Já que não podem comercializar seus produtos e serviços.”
Leia também: “Calem a boca”, artigo de J. R. Guzzo publicado na Edição 233 da Revista Oeste
ANJ diz que bloqueio do Twitter/X restringe ‘livre trabalho da imprensa’
Twitter/X: PGR defende que STF rejeite ações do Partido Novo
Suspensão do Twitter/X no Brasil pode ter impacto de R$ 18,5 bilhões em 5 anos, diz ex-presidente do BNDES
Entre ou assine para enviar um comentário.
Você precisa de uma assinatura válida para enviar um comentário, faça um upgrade aqui.