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Política

Empresa investigada por corrupção mantém contrato de R$ 120 mi com a COP30

Apesar de apurações por supostos desvios, a J.A Construcons segue com contrato milionário para obras do evento no Pará

Logo da COP30, que ocorre no Brasil neste ano
Segundo Monterrey, mais de 70% das delegações ainda não conseguiram reservar acomodações para o evento | Foto: Reprodução/Internet

Enquanto investigações sobre supostos desvios em licitações da COP30 avançam, a J.A Construcons, empresa que a Procuradoria-Geral da República (PGR) investiga, mantém contrato de R$ 123 milhões com o governo do Pará para obras ligadas ao evento.

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O consórcio Canal Benguí, do qual a J.A Construcons faz parte, ao lado da OCC Participações e Construções, venceu licitação em agosto de 2023 para adequação de canais em Belém. Os serviços, que já têm 87% dos trabalhos concluídos, integram o pacote de intervenções da COP30 e recebem financiamento de recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Suspeitas de corrupção na COP30

Dois navios contratados pela Embratur, MSC Seaview e Costa Diadema, irão servir como hotéis flutuantes durante a COP30 | Foto: Reprodução/Flickr
Dois navios contratados pela Embratur, MSC Seaview e Costa Diadema, irão servir como hotéis flutuantes durante a COP30 | Foto: Reprodução/Flickr

O contrato tem a assinatura de Andrea Dantas, mulher do deputado federal Antônio Doido (MDB-PA), e do secretário de Obras Públicas do Pará, Ruy Cabral. Ambos são alvo da PGR também em outro processo, relacionado à licitação de R$ 142 milhões, cancelada depois da prisão do policial militar Francisco Galhardo.

Segundo a PGR, Galhardo teria efetuado, no dia da vitória do consórcio na licitação de R$ 142 milhões, um saque de R$ 6 milhões e, em seguida, teria se comunicado com Ruy Cabral. A suspeita é que as empresas J.A Construcons e JAC Engenharia façam parte de um esquema de corrupção que envolve servidores públicos e políticos no Pará.

Respostas oficiais e posicionamento dos envolvidos

Em nota, o governo do Pará declarou que as contratações obedeceram a regras legais e que toda documentação está disponível nos portais oficiais. “Jamais foram celebrados contratos ou mantidas relações comerciais com integrantes da Polícia Militar do Estado do Pará”, informa o texto.

“O secretário não participou de reuniões com o policial mencionado, tampouco recebeu bens, valores ou benefícios de tal agente, e não foi notificado acerca de qualquer investigação ou procedimento administrativo ou judicial que o envolva.”

A defesa do deputado Antônio Doido repudiou o vazamento de informações e afirmou que “todos eles são fruto de ilações e já foram devidamente esclarecidos nos autos”. “O deputado já se colocou à disposição das autoridades para prestar os esclarecimentos solicitados e tem tranquilidade em relação a todos os atos por ele praticados no curso do seu mandato parlamentar”, escreveu.

Leia também: “Adiós, Brasil”, reportagem de Anderson Scardoelli publicada na Edição 282 da Revista Oeste

Já o BNDES explicou que os financiamentos para as obras têm gestão do governo paraense e que cabe ao banco apenas o acompanhamento técnico e financeiro. Segundo nota, o órgão “não recebeu, até o momento, nenhuma informação das autoridades competentes sobre irregularidades no referido projeto”.

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3 comentários
  1. Lourival Nascimento
    Lourival Nascimento

    Nem os milhares urubus do Ver-o-Peso acreditam no sucesso dessa já flopada COP30, um meio ” criativo ” de ” otoridades ” paraenses ficarem mais ricas, pouco ligando para as consequências, pois sabem que a Justiça lhes será favorável, benevolente, jungida como sempre. Já imaginaram se um evento desse porte fosse em algum Estado ou Município governado pela Direita, o escândalo que a velha, podre, venal e desacreditada imprensa faria? A Capitania barbalhense segue na marcha das ilegalidades, enquanto o povo sofre sem infraestrutura adequada, saúde, educação, segurança e exemplo de moralidade de quem lhes governa. Um Estado potencialmente rico, com um povo trabalhador, o Pará continua sendo feudo de quem se sente dono dele. Tanto no caso dos crimes para a COP 30 esvaziada, não se fala mais no ROUBO do INSS e o crime dantesco do SEGURO DEFESO em municípios que têm mais ” pescadores ” que habitantes. Mocajuba (PA) lidera registros irregulares. Só em 2024, benefício consumiu R$ 5,9 bilhões dos cofres públicos. Crescimento artificial dos registros – O total de registros no RGP (Registro Geral da Pesca) saltou de 1 milhão em 2022 para 1,7 milhão até maio de 2025 — um acréscimo de 500 mil cadastros em menos de um ano. A escalada foi impulsionada por entidades conveniadas ao INSS, muitas delas já investigadas por fraudes. Se buscarem direitinho, verão a onipresença do Senador Beto Faro, um ” especialista ” na pesca da garoupa-verdadeira (Epinephelus marginatus), aquela da cédula de 100 REAIS.

  2. O BELFORROXENSE
    O BELFORROXENSE

    Típico de comando esquerdalha, sempre tem empresas para “lavar” dinheiro e esquemas!
    FLOP 30

  3. Marta Regjna Tridico Torteli
    Marta Regjna Tridico Torteli

    Só ver estorico de qual família que manda na política no estado. E sabe que governador da mesma nomeou a esposa para conselheira do TFC do tribunal faz de conta

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