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Política

Emendas parlamentares somam quase R$ 26 bi em recursos, com foco na saúde

Já foram pagos R$ 13,7 bi em emendas individuais do Orçamento, enquanto outros R$ 12 bi em emendas liquidadas aguardam pagamento

Fachada do Congresso Nacional, a sede das duas Casas do Poder Legislativo brasileiro, a Câmara dos Deputados e o Senado Federal; PEC
Fachada do Congresso Nacional, a sede das duas Casas do Poder Legislativo brasileiro, a Câmara dos Deputados e o Senado Federal | Foto: Leonardo Sá/Agência Senado

Em meio à corrida eleitoral, a destinação de recursos por meio de emendas parlamentares movimenta o cenário político. Até agora, já foram pagos R$ 13,7 bilhões em emendas individuais do Orçamento da União, enquanto outros R$ 12 bilhões em emendas liquidadas aguardam pagamento, mesmo depois da execução de obras e serviços. O levantamento é do jornal Gazeta do Povo.

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Entre os parlamentares que mais aprovaram recursos, destacam-se o senador Renan Calheiros (MDB-AL), ex-presidente do Senado, com R$ 209 milhões, seguido por Cid Gomes (PSB-CE), que chegou a R$ 171 milhões, e Eduardo Braga (MDB-AM), responsável por aprovar R$ 168 milhões. O deputado Fausto Júnior (União-AM) também figura entre os maiores, com R$ 161 milhões em emendas individuais.

Divisão partidária das emendas

emendas impositivas de bancadas - governo federal
Na análise das bancadas partidárias, o PL lidera, com R$ 2,5 bilhões em emendas individuais | Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Na análise das bancadas partidárias, o PL lidera, com R$ 2,5 bilhões em emendas individuais, à frente do MDB, que soma R$ 1,6 bilhão, e do PSD, com R$ 1,47 bilhão. União Brasil, PP e PT seguem com R$ 1,3 bilhão, R$ 1,2 bilhão e R$ 1,1 bilhão, respectivamente. Novo, Psol e Rede também participam da divisão, com R$ 71 milhões, R$ 60 milhões e R$ 44 milhões cada um.

Outros nomes de peso aparecem na lista de grandes beneficiados, como Davi Alcolumbre (União-AP), presidente do Senado, com R$ 98 milhões. Hugo Motta (Republicanos-PB), presidente da Câmara, ficou com R$ 22 milhões. Já Ciro Nogueira (PP-PI), líder da minoria, obteve R$ 87 milhões. Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), líder do PL, conseguiu R$ 43,5 milhões, enquanto Jaques Wagner (PT-BA), líder do Governo no Senado, ficou com R$ 10,8 milhões.

Destinação dos recursos e controvérsias

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, aprovou R$ 42,7 milhões em emendas. Ele priorizou a saúde, com R$ 12 milhões para Bom Jesus (RJ) e R$ 8 milhões para Mesquita (RJ). Outros R$ 22,7 milhões foram para diferentes áreas, sendo R$ 21,7 milhões também para a saúde.

Alexandre Ramagem (PL-RJ), ex-diretor da Abin, aprovou R$ 45 milhões, quase todo valor para a saúde.

O ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) teve R$ 4,3 milhões em emendas, mas perdeu o mandato em dezembro do ano passado por faltas não justificadas e está autoexilado nos Estados Unidos.

Ciro Nogueira (PP-PI), investigado pela Polícia Federal por suposto recebimento de mesada do empresário Daniel Vorcaro, direcionou R$ 72 milhões de suas emendas para a área da saúde.

Leia também: “Era uma vez um fora da lei”, artigo de Adalberto Piotto publicado na Edição 324 da Revista Oeste

Renan Calheiros aplicou todos os R$ 209 milhões de suas emendas em saúde. Cid Gomes destinou R$ 168 milhões dos R$ 171 milhões que aprovou também para saúde, assim como Eduardo Braga e Fausto Júnior, que investiram 100% dos recursos na mesma área. Fernando Farias (MDB-AL) aprovou R$ 142 milhões, distribuídos em diferentes setores.

Além das emendas individuais, as coletivas das bancadas estaduais ganharam destaque, como as do Pará, com R$ 1,27 bilhão; Piauí, R$ 1,14 bilhão; Amapá, R$ 1 bilhão; e Alagoas, R$ 958 milhões. A Comissão de Assuntos Sociais superou as bancadas, com R$ 1,37 bilhão. No total, as emendas coletivas das bancadas somam R$ 13,9 bilhões, valores que são repartidos entre os parlamentares.

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