Uma ex-assessora do gabinete do ministro Marco Buzzi relatou, em depoimento, episódios de assédio sexual e moral dentro do Superior Tribunal de Justiça (STJ). As declarações, reveladas pela revista Veja, descrevem investidas físicas, constrangimentos e ameaças no ambiente de trabalho.
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Segundo o relato, os episódios ocorriam, em geral, quando a servidora ficava sozinha com o ministro no gabinete. “A mão dele passou sobre o meu bumbum”, afirmou, ao descrever o primeiro caso. Ela disse que, naquele momento, tentou interpretar o contato como acidental, mas logo percebeu que não se tratava de um gesto involuntário.
Depoimento descreve rotina de abusos no gabinete
Em outro episódio, a ex-assessora disse que o ministro a chamou para verificar um suposto barulho em uma sala anexa. Ao entrar no local, ele se aproximou por trás e a tocou. “Ele já estava atrás de mim colocando a mão no meu peito”, declarou.
O depoimento também descreve situações de violência física. “Ele literalmente estapeou minha bunda com força”, disse. Segundo ela, o episódio provocou desespero e a fez perceber a necessidade de buscar ajuda.
A ex-assessora relatou ainda tentativas de aproximação sob pretextos administrativos. Em uma delas, afirmou que o ministro pediu ajuda para conectar um pen drive e, ao final, voltou a tocá-la. “Isso não é uma brincadeira”, disse que respondeu, depois de conter a investida.
Além das abordagens físicas, o depoimento cita episódios de assédio moral. A servidora afirmou que foi chamada de “incompetente” e “burra” durante uma discussão no gabinete, sob ameaça de demissão.
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Os relatos foram prestados ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e integram uma série de apurações abertas contra o ministro. O caso também motivou investigação interna no STJ e um inquérito criminal no Supremo Tribunal Federal.
Buzzi nega as acusações.
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Na próxima terça-feira, 14, o STJ deve dar um passo decisivo no caso. Ministros da Corte vão se reunir para analisar o relatório da investigação interna conduzida por integrantes do próprio tribunal, etapa que pode resultar na abertura de processo disciplinar contra Marco Buzzi, que pode resultar em aposentadoria compulsória.






































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