O secretário-executivo da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, Simon Stiell, enviou nesta quarta-feira, 12, uma carta a autoridades brasileiras para cobrar ações imediatas contra falhas de segurança, altas temperaturas, alagamentos e demais problemas estruturais na COP30, realizada em Belém. O documento, divulgado pela agência Bloomberg, foi endereçado ao ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa, e a André Corrêa do Lago, presidente das negociações do evento.
Stiell criticou o episódio ocorrido na noite de terça-feira, quando cerca de 150 manifestantes invadiram o local da conferência, danificaram estruturas e feriram agentes. Ele afirmou que as forças de segurança “estavam presentes no local durante o incidente, mas falharam em agir”.
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Na manhã seguinte, segundo o secretário-executivo, oficiais também não dispersaram protestos dentro da zona de segurança onde manifestações são proibidas. Stiell escreveu que o gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva havia instruído a Polícia Federal a não intervir.
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O representante da ONU destacou portas sem travamento, contingente insuficiente de segurança e ausência de garantia de resposta rápida de autoridades estaduais e federais, apesar de acordos firmados. “Isso representa uma violação séria do marco de segurança estabelecido” e levanta “preocupações significativas” sobre o cumprimento das obrigações do Brasil como anfitrião e presidente da COP30, afirmou.
A carta também menciona problemas de infraestrutura. Stiell frisou a necessidade de “intervenção imediata” para lidar com temperaturas elevadas e falhas no ar-condicionado, que já causaram “casos de preocupações de saúde relacionadas ao calor”. Ele relatou ainda infiltrações provocadas pelas chuvas, com água entrando “no teto e nas luminárias”.
Segundo Stiell, “o objetivo comum é garantir que o local da COP30 continue a refletir o profissionalismo, a segurança e a inclusão esperados de uma conferência das Nações Unidas dessa importância global”.
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Delegações relatam desconforto e condições inadequadas
Problemas logísticos e estruturais motivaram críticas de delegações internacionais. Stiell mencionou “sérias preocupações quanto à má condição dos escritórios das delegações” e afirmou que algumas instalações “estão abaixo dos padrões acordados”, enquanto outras “não são adequadas para uso”.
Durante a conferência, participantes enfrentaram altas temperaturas, banheiros sem água, pavilhões inacabados, filas para alimentação e um sistema de pagamento que exige recarga de cartão pré-pago, com reembolso permitido apenas mediante apresentação de identificação.
As dificuldades se somam a críticas que já haviam surgido antes do evento, especialmente pela falta de hospedagem acessível em Belém. Isso alimentou receios de que países insulares e nações em desenvolvimento não conseguissem enviar delegações completas.

Governo responde e anuncia novas medidas para a COP30
Em nota, a Casa Civil afirmou que o governo não participou das decisões tomadas pelas forças de segurança durante os protestos e disse que este quesito é de responsabilidade do Departamento de Segurança e Proteção da ONU, “que determina como todas as áreas dentro da zona são protegidas”, e acrescentou que “todos os pedidos da ONU foram atendidos”.
Depois dos incidentes, o governo informou que ampliou perímetros de segurança e adotou novas medidas, como a instalação de cercas e barreiras de metal em pontos vulneráveis. Também disse que novas unidades de ar-condicionado foram instaladas e que infiltrações causadas por calhas quebradas foram reparadas.
Lula tem defendido a realização da COP30 na Amazônia como forma de evidenciar os impactos das mudanças climáticas. Porém, os desafios de infraestrutura também contribuíram para que líderes mundiais deixassem de comparecer à cúpula na semana anterior.
Leia também: “Agro sem burocracia”, artigo de Artur Piva publicado na Edição 250 da Revista Oeste








































Talvez não tenham aprendido quanto dói uma picada de “carapanã”, nome dado ao pernilongo na região, mas certamente aprenderam o que é um troço bolado e executado pela extrema esquerda que manda no Brasil. Padrão PT de qualidade. É desse mesmo jeito que “governam” o país.
Simplesmente vergonhoso. Mas é o padrão PT