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Política

Eduardo Girão volta a cobrar impeachment de Alexandre de Moraes

O senador ainda afirma que o Tribunal Superior Eleitoral teria se comportado como ‘verdadeiro partido político’ nas eleições de 2022

Eduardo Girão
Segundo Girão, Moraes teria afirmado que estaria preocupado ‘com o avanço conservador do Senado nas eleições de 2026, com risco de eleger um presidente da Casa, em 2027’ | Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

O senador Eduardo Girão (Novo-CE) voltou a cobrar o impeachment do ministro Alexandre de Moraes, membro do Supremo Tribunal Federal (STF) e presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Em pronunciamento nesta quarta-feira, 24, o parlamentar acusou o magistrado de interferir nas eleições de 2022.

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Em sua fala, o senador se referiu a uma declaração que o ministro teria dado ao canal CNN Brasil. Segundo Girão, Moraes teria dito que estava preocupado “com o avanço conservador do Senado nas eleições de 2026, com risco de eleger um presidente da Casa, em 2027”.

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“Se o senhor se considera conservador, cuidado!”, disse Girão, referindo-se ao senador Plínio Valério (PSDB-AM). “O senhor pode estar na mira aqui, o senhor está preocupando. É o Judiciário e o avanço dos conservadores. Isso é democracia para quem, cara pálida?”

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Girão ainda afirmou que o TSE teria se comportado como “verdadeiro partido político”. O senador afirmou que o órgão “proibiu a divulgação de ‘posições em relação a aborto e a amizades com ditadores’”. 

Eduardo Girão disse que a democracia está em “frangalhos”

O parlamentar ainda destacou que, de acordo com ele, a necessidade do impeachment de Moraes é para salvar a democracia do Brasil. Segundo ele, o atual modelo está em “frangalhos”.

Alexandre de Moraes
O ministro Alexandre de Moraes, em visita ao Congresso Nacional; ele é alvo de críticas do senador Eduardo Girão | Foto: Lula Marques/Agência Brasil

“Dá para imaginar o que pode acontecer em 2026 se nada for feito para o restabelecimento do Estado Democrático de Direito”, afirmou Girão. “Cabe exclusivamente a esta Casa, ao Senado Federal, que completou 200 anos há poucas semanas, cumprir com as suas prerrogativas e abrir o processo de impeachment de um ministro do Supremo e, com isso, salvar a nossa democracia, que está em frangalhos.”

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