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Política

Eduardo Bolsonaro exalta estratégia de Trump depois de encontro com Lula

Deputado afirma que aceno do republicano segue tática de pressão para conduzir o petista à ‘mesa de negociações’

Lula
O deputado ironizou a esquerda brasileira por comemorar o encontro como se fosse um revés para a direita | Foto: Reprodução/Ricardo Stuckert/PR

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) reagiu nesta terça-feira, 23, ao encontro entre os presidentes Donald Trump e Luiz Inácio Lula da Silva durante a Assembleia-Geral das Nações Unidas (ONU), em Nova York. Segundo ele, o gesto faz parte da conhecida estratégia de negociação do republicano e não representa nenhuma derrota política para a direita brasileira.

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Por meio de suas redes sociais, Eduardo afirmou que Trump, ao abraçar publicamente o petista, apenas seguiu um padrão recorrente de negociação. “Ele fez exatamente o que sempre praticou”, escreveu Eduardo. “Elevou a tensão, aplicou pressão e, em seguida, reposicionou-se com ainda mais força à mesa de negociações.”

O deputado também ironizou a posição de Lula no cenário internacional. Para ele, o petista está agora obrigado a “extrair algo positivo” de um eventual encontro com Trump. “Na verdade Lula agora é que está na obrigação de aproveitar a rara oportunidade de sentar-se com Trump e com a difícil missão de extrair algo de positivo nesta mesa”.

Ele ainda acrescentou que, se houver um encontro, a reunião ocorrerá no Salão Oval, na Casa Branca, sem alinhamento prévio por parte do governo brasileiro.

Eduardo ironiza a esquerda por comemorar o encontro na ONU

Paralelamente, Eduardo repercutiu o discurso de Trump na Tribuna da ONU. Segundo o deputado, o republicano mencionou o Brasil de forma crítica ao citar a imposição de tarifas como resposta à perseguição judicial contra opositores no país.

O parlamentar afirmou que Trump fez menções indiretas ao ministro Alexandre de Moraes e ao Supremo Tribunal Federal. Segundo ele, o norte-americano também criticou o “complexo industrial de censura brasileiro”, financiado por entidades como a “Usaid, Ned e Atlantic Council”.

+ Leia também: “Alckmin deve integrar reunião entre Lula e Trump sobre tarifas comerciais”

Para Eduardo, Trump sugeriu que o Brasil violou direitos fundamentais e interferiu em liberdades civis dos próprios norte-americanos.

Ele, por fim, ironizou a esquerda brasileira por comemorar o encontro como se fosse um revés para a direita. Em seu post, Eduardo lembrou que Trump declarou que o “Brasil vai mal e continuará mal”, a menos que decida cooperar com os EUA.

2 comentários
  1. Paulo Miranda
    Paulo Miranda

    Adorei ver ontem o bebum criminoso de nove-dedos agitado, quando Trump começou a deacer o sarrafo no Brasil.

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