Depois de ter o mandato cassado na Câmara na quinta-feira 18, Eduardo Bolsonaro (PL-SP) deixou de ter acesso ao passaporte diplomático, benefício concedido a parlamentares em exercício. O ex-deputado afirmou neste domingo, 21, que acredita que a revogação do documento busca restringir sua circulação internacional.
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“No dia seguinte a cassação de meu mandato veio a notícia do cancelamento de meu passaporte”, escreveu Eduardo em suas redes sociais. “Não se engane, desde sempre a intenção é me bloquear no exterior.”
Acusações e ausência de provas
O ex-deputado também sugeriu que Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), teria determinado de maneira confidencial que ele não obtenha um passaporte comum.
Por regra, congressistas recebem passaportes diplomáticos enquanto têm mandato, mas perdem o direito com o fim do exercício parlamentar, podendo solicitar o passaporte comum normalmente. O passaporte diplomático é apenas uma das modalidades disponíveis a cidadãos brasileiros.
Possibilidade de buscar alternativas
Em entrevista concedida ao Jornal do SBT News no sábado 20, Eduardo mencionou a possibilidade de buscar um passaporte apátrida para residir nos Estados Unidos. O termo apátrida define quem não possui nacionalidade reconhecida.
“Em princípio, estou sob risco de perder a possibilidade de passaporte brasileiro”, disse. “Isso não me impediria de fazer outras saídas internacionais porque tenho outros meios para fazê-lo. Ou quem sabe até correr atrás de um passaporte de apátrida. Vamos ver como é que isso acontece.”
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