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Política

Dono de frigorífico distribui picanha com foto de Bolsonaro

Segundo Leandro Batista Nóbrega, o objetivo era realizar uma ação social na periferia de Goiânia

As carnes possuem a imagem do ex-presidente Jair Bolsonaro em suas embalagens | Foto: Reprodução/Redes sociais
As carnes possuem a imagem do ex-presidente Jair Bolsonaro em suas embalagens | Foto: Reprodução/Redes sociais

Antes de distribuir picanhas com a imagem do senador Flávio Bolsonaro a banhistas em Angra dos Reis, o empresário Leandro Batista Nóbrega protagonizou outra ação. Dono do Frigorífico Goiás, ele distribuiu cortes de picanha na periferia de Goiânia em 24 de dezembro.

A iniciativa gerou críticas, visto que os cortes foram lançados de um helicóptero. Em nota, Nóbrega afirmou que não conseguiu organizar filas para a entrega direta dos produtos. As embalagens exibiam a foto do ex-presidente Jair Bolsonaro.

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Na segunda-feira 29, o empresário voltou a se envolver em uma ação semelhante, desta vez ao lado de Renato Araújo, dirigente local do PL. Em Angra dos Reis, picanhas com a foto de Flávio Bolsonaro foram entregues de mão em mão a pessoas em lanchas que aproveitavam o pré-feriado.

A assessoria de Araújo afirmou que Flávio não tinha conhecimento da ação e que se tratava de uma brincadeira entre amigos, com a distribuição de apenas três cortes de picanha. O vídeo acabou retirado do ar.

‘Petista não é bem-vindo’: MP obriga frigorífico a retirar cartaz

Cartazes com a inscrição vetada pela Justiça (à esq.) e a nova colocada por açougue de Goiânia | Foto: Reprodução/Redes sociais
Cartazes com a inscrição vetada pela Justiça (à esq.) e a nova colocada por açougue de Goiânia | Foto: Reprodução/Redes sociais

O Frigorífico Goiás já teve de cumprir uma ordem judicial para retirar cartazes considerados discriminatórios. Em outubro, voltou a chamar atenção ao exibir novo anúncio em sua loja: “Ladrão aqui não é bem-vindo. Quem apoia ladrão também não”.

A mensagem foi publicada em vídeo nas redes sociais, e mostrou quando o proprietário, Leandro Batista Nóbrega, substitui o antigo cartaz pela nova frase. A decisão do Ministério Público de Goiás (MP-GO) determinou a remoção de qualquer mensagem que sugerisse discriminação por convicção político-partidária.

O juiz estipulou multa diária de R$ 1 mil, limitada a R$ 100 mil, caso a determinação fosse desrespeitada. O MP-GO argumentou que frases como “Petista aqui não é bem-vindo” e “Não atendemos petista”, exibidas anteriormente, criavam tratamento hostil a consumidores por motivos políticos.

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