O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu proibir, nesta terça-feira, 3, que os recursos de emendas parlamentares sejam sacados em dinheiro físico.
Dino tomou a decisão depois de manifestações de entidades de transparência. Nas petições, as organizações relatam que, nos últimos meses, surgiram múltiplas evidências de saque na “boca do caixa” dos recursos públicos.
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A situação facilitaria riscos de corrupção na destinação das emendas.
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O ministro determina que o Banco Central proceda à regulamentação da medida, no prazo de 60 dias, em conjunto com o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).
Segundo a decisão, a medida não impede a movimentação financeira dos recursos para o pagamento de fornecedores ou de prestadores de serviços. Dino autoriza o repasse regular dos recursos por meio de transferência eletrônica, como o uso do Pix.
Um exemplo envolvendo emendas parlamentares
Um dos casos citados é do Hospital Municipal de Macapá (AP), no qual uma investigação da Polícia Federal identificou o desvio de recursos destinado à unidade. O sócio de uma empresa contratada pelo hospital teria sacado cerca de R$ 9 milhões.
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“Verifico que, em razão do primado da transparência, da rastreabilidade e da probidade, deve ser definitivamente vedada, conforme normas regulatórias adequadas, a realização de saques em espécie de valores oriundos de emendas parlamentares”, determina o ministro do STF. “Inclusive daqueles transferidos para contas de empresas beneficiárias finais dos recursos, ocorrendo a segregação cabível.”
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