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Política

Dino processa servidor da Alerj por ofensas em grupo de WhatsApp

O funcionário chamou o o ministro do STF de ‘petralha’ e ‘vagabundo’ e insinuou que ele estaria ligado ao crime organizado

flávio dino
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal | Foto: Rosinei Coutinho/STF

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino moveu uma ação no Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJ-RJ) por danos morais contra um servidor da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). 

Ele pede uma indenização de R$ 30 mil por ofensas feitas em um grupo de WhatsApp em 2023. À época ministro da Justiça, Dino o servidor disse que ele “se associa ao crime organizado” em mensagens enviadas a um grupo de moradores de condomínio. O funcionário também o chamou de “petralha” e “vagabundo”.

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Na ocasião, o Ministério Público apresentou denúncia criminal contra o servidor. O funcionário da Alerj aceitou pagar um salário-mínimo para encerrar o processo, segundo a apuração do portal Poder360.  

Ministro Flávio Dino em sessão da Primeira Turma do STF (18/3/2025) | Foto: Gustavo Moreno/STF

Na nova ação, na esfera cível, a defesa de Dino sustenta que as ofensas extrapolam os limites da liberdade de expressão. Argumenta ainda que o autor das mensagens usou um grupo de WhatsApp de moradores de um condomínio, chamado “Proprietários do Líder”, para difamar o ministro e causar danos à sua imagem pública. 

O pedido de indenização tem como base os danos morais causados por acusações sem provas, a linguagem depreciativa e os prejuízos à imagem pública de um agente do Estado. A ação segue em tramitação no TJRJ.

Dino lê xingamentos recebidos em sessão no STF

Em outra ocasião, durante sessão do STF na última quinta-feira, 22, Dino leu um comentário recebido pela ouvidoria da Corte. A mensagem incluía xingamentos e ofensas ao magistrado. 

Ao destacar o teor da mensagem, o ministro afirmou que o episódio retrata o “espírito do tempo”, marcado, segundo ele, por ódio e radicalização. O ministro relatou o caso ao votar em ações que discutem a criação de cargos operacionais nos Tribunais de Contas de São Paulo e Goiás. 

Segundo ele, a crítica anônima afirmava que ele deveria “apanhar até perder os dentes” e o chamava de “rocambole do inferno”. Dino leu o texto na íntegra e, com ironia, comentou: “Vou perguntar para minha esposa o que ela acha, e ela vai dizer: ‘Você é meu rocambole, não do inferno’”.

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1 comentário
  1. Paulo Sérgio Gusson
    Paulo Sérgio Gusson

    Realmente outros tempos , antes tinhamos um Supremo honesto não politizado e imparcial diferente em tudo o de hoje.

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