O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, criticou o programa Desenrola Brasil, do governo do presidente Lula da Silva. Ele afirmou que a iniciativa seria “uma peça de ficção”. A declaração foi publicada nesta terça-feira, 5, por volta das 18h, em seu perfil na rede X.
Na mensagem, o parlamentar atribui ao governo federal a responsabilidade pelo aumento do endividamento da população e pela alta carga tributária. Segundo ele, a gestão Lula teria elevado o custo de vida e o crédito, contribuindo para que milhões de brasileiros ficassem inadimplentes.
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Flávio: “solução minúscula”
Flávio também questionou o volume de recursos destinados ao programa de renegociação de dívidas. De acordo com o senador, enquanto o total de dívidas de brasileiros com restrições de crédito superaria os R$ 500 bilhões, o governo teria reservado cerca de R$ 4,5 bilhões para enfrentar o problema.
Na publicação, o parlamentar afirma ainda que o governo tenta resolver uma crise estrutural com medidas insuficientes. Ele compara a iniciativa a “tentar apagar um incêndio com um copo d’água”. Da mesma forma, critica a possibilidade de uso do FGTS para quitação de dívidas, argumentando que a medida utilizaria recursos do próprio trabalhador.
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O senador defendeu alternativas como redução de impostos, diminuição dos juros e aumento da renda disponível da população. Segundo ele, medidas dessa natureza seriam mais eficazes para enfrentar o endividamento em larga escala.
O programa Desenrola Brasil foi lançado pelo governo federal com o objetivo de facilitar a renegociação de dívidas e ampliar o acesso ao crédito para consumidores inadimplentes. A exemplo do fim da escala 6×1, o tema tornou-se uma das bandeiras da gestão petista em meio à elevação da temperatura política a dois meses das convenções partidárias que vão apontar os candidatos oficiais.
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