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Política

Desenrola 2.0 é 'cortesia com chapéu alheio', diz Caiado

Pré-candidato à Presidência, ex-governador de Goiás responsabiliza governo Lula por endividamento e alta dos juros

Ronaldo Caiado (PSD), ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência da República | Foto: Créditos: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados
Ronaldo Caiado (PSD), ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência da República | Foto: Créditos: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) criticou o programa Desenrola 2.0, lançado pelo governo federal para renegociação de dívidas com uso do saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) como garantia. A iniciativa entrou em vigor na última segunda-feira, 4.

“O desenrola é simplesmente tirar o seu dinheiro, que está no FGTS, que é seu, e entregar para o banco. Ele está fazendo cortesia com chapéu alheio”, afirmou em entrevista nesta terça-feira, 6, à rádio A Guardiã da Notícia.

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O Desenrola 2.0, de acordo com o governo federal, tem a proposta de ampliar o acesso ao crédito e reduzir a inadimplência. A medida permite que pessoas com renda de até cinco salários mínimos utilizem parte do saldo do FGTS como garantia em acordos com instituições financeiras.

Lula Novo Desenrola Brasil
Lula, durante lançamento do novo ‘Desenrola’ – 4/5/2026 | Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Caiado culpa Lula por alta no endividamento dos brasileiros

Durante a entrevista, Caiado atribuiu ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva a responsabilidade pelo aumento do endividamento da população e pela elevação das taxas de juros. “O dinheiro é seu. E você se endividou porque o Lula elevou a taxa de juros”, afirmou. “E aí ele está dando uma de ‘bonzinho’ com você.”

O governador também apontou possíveis impactos do programa sobre o financiamento habitacional, ao criticar o uso de recursos do FGTS. “A população vai perder o seu FGTS. A política do fundo, que é para produzir e construir mais casas, não está sendo feita, porque estão ficando sem poupança no Brasil”, declarou.

Ao comentar o cenário político e econômico, Caiado afirmou que uma eventual derrota de Lula nas eleições de 2026 seria necessária para mudanças no país. “É condição primária para você ter um outro modelo de governança capaz de fazer com que 82% da população saia desse grau de endividamento que vive hoje.”

Leia também: “País de inadimplentes“, reportagem de Anderson Scardoelli publicada na Edição 318 da Revista Oeste

1 comentário
  1. David S
    David S

    Estamos decepcionados com este cara, Caiado, mas nesse assunto ele está com toda razão, em criticar mais essa artimanha, deste protótipo de governo….

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