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Política

Derrite: ‘Grupos criminosos que dominam cidades são terroristas’

Secretário de Segurança de SP defende o endurecimento da Lei Antiterrorismo como uma ‘oportunidade histórica’: ‘Representa uma resposta jurídica à evolução do crime organizado’

Guilherme Derrite
O secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite | Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados

O secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite, defendeu o endurecimento da Lei Antiterrorismo (Lei n° 13.260/2016) para que organizações criminosas e milícias passem a ser enquadradas como grupos terroristas quando praticarem atos de domínio territorial, uso de armamento pesado ou ataques a forças de segurança.

Derrite afirmou que o texto “representa uma resposta jurídica à evolução do crime organizado”, citando o uso de granadas, drones e armas de guerra por facções em ações recentes no Rio de Janeiro e em outros Estados.

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“Se o ordenamento jurídico não acompanhar essa evolução do crime organizado, que para mim são terroristas, será difícil reverter essa escalada”, afirmou Derrite. “Esses grupos não apenas cometem crimes, mas desafiam o Estado, controlam territórios e intimidam comunidades inteiras.”

A proposta é de autoria do deputado Danilo Forte (União-CE) e altera a atual Lei Antiterrorismo para incluir motivações e contextos específicos ligados ao crime organizado. Derrite reassumiu seu mandato na Câmara temporariamente para relatar a matéria.

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Rio de Janeiro
A proposta volta com força na Câmara em meio à operação no Rio de Janeiro, que já passa de 130 mortos | Foto: Reprodução/ X/Raull Santiago

O texto define como terrorismo atos praticados para impor domínio ou controle de áreas territoriais, com o objetivo de causar terror social ou generalizado, atingindo pessoas, patrimônio, paz pública ou a incolumidade pública.

A proposta também estende a aplicação da lei a organizações criminosas e milícias privadas, incluindo as que agem para retaliar políticas públicas, controlar comunidades ou impor poder paralelo ao Estado.

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Entre as infraestruturas protegidas pela nova redação estão portos, aeroportos, hospitais, escolas, estádios, bancos, redes de energia e telecomunicações, além de serviços públicos essenciais. O texto ainda aumenta a pena em um terço quando o ato de terrorismo for cometido por meio de recurso cibernético.

Derrite fala em “novo cangaço”

guilherme derrite
Guilherme Derrite, foi designado o relator da proposta e, por isso, voltou à Câmara | Foto: Bruna Sampaio/Carol Jacob/Alesp

Durante entrevista, Derrite explicou que seu relatório vai propor classificar ataques de “novo cangaço” — quando quadrilhas sitiam municípios, explodem caixas eletrônicos e bloqueiam vias — como atos terroristas.

“Ações em que o crime organizado domina cidades, impede a chegada da polícia e usa armamento de guerra serão enquadradas como terrorismo”, disse. “Não é possível tratar o domínio de cidades ou a obstrução de forças policiais como crimes comuns.”

O secretário defendeu aumentar as penas e aplicar o concurso material, permitindo que crimes conexos — como porte de fuzis, tráfico de drogas e uso de armas exclusivas das Forças Armadas — sejam somados nas condenações, “encarecendo o custo do crime”.

“O aumento de pena é fundamental”, alertou Derrite. “O Congresso tem uma oportunidade ímpar de atualizar a legislação e deixar claro que quem age com essa estrutura bélica e territorial é terrorista.”

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1 comentário
  1. IVAN SEVERO DA SILVA
    IVAN SEVERO DA SILVA

    🇩🇪🇩🇪🇩🇪🇦🇷🇦🇷🇦🇷🇺🇾🇺🇾🇺🇾🇳🇮🇮🇱🇮🇱🇺🇸🇧🇷🇧🇷🇺🇲🇬🇧🇬🇧🇺🇦🇺🇦 o mundo ficou um pouco melhor hoje, viva o rio de janeiro 🚨🚨🚨🚨🚨🚨🚨🚨

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