O deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP) afirmou nesta terça-feira, 12, que é “mentirosa e desonesta” a interpretação de que o novo substitutivo do projeto de combate a facções criminosas retira a competência da Polícia Federal (PF) para investigar crimes ligados a essas organizações.
Segundo o parlamentar, em fala no Twitter/X, o texto apenas “normatiza o que já ocorre na prática”, conforme determina a Constituição Federal. Derrite argumentou principalmente que as investigações sobre facções, como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), têm a condução, em regra, das polícias civis dos Estados, sob o controle dos Ministérios Públicos estaduais e com julgamento pela Justiça estadual.
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Derrite: texto preserva poder das polícias estaduais
O deputado destacou que a PF já atua em casos de competência federal, como tráfico internacional, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Acrescentou que o substitutivo não muda esse contexto. “Meu texto não alterava em nada essa lógica. Apenas deixava claro que tudo seria como já é hoje.”
De acordo com Derrite, a redação original do projeto buscava evitar que as polícias estaduais perdessem sua competência investigativa, uma vez que a proposta estava vinculada à Lei Antiterrorismo, de natureza federal. “Se colocássemos o PCC e o Comando Vermelho dentro dessa lei, as polícias civis não poderiam mais investigar essas facções”.
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O deputado criticou o que chamou de “narrativa maldosa” criada por opositores, segundo ele, interessados em enfraquecer uma legislação mais rigorosa contra o crime organizado. Derrite afirmou que o novo texto, revisado depois de críticas, “não traz sequer uma citação à Polícia Federal”, e que as competências das forças policiais permanecem conforme previsto na Constituição e no Código de Processo Penal.
O parlamentar acrescentou que o projeto estabelece punições mais severas a líderes de organizações criminosas, com penas que podem chegar a 60 anos de prisão, além de restrições como a proibição de visitas íntimas e comunicação reservada. “É hora de descer do palanque e atender o grito de socorro da população. Continuamos em busca de um texto sólido, suprapartidário e que seja efetivamente um marco de combate ao crime organizado no Brasil”.
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O lobby político reflete a nossa casta, mediocridade para resolver graves problemas que transformam a sociedade em guerra urbana.
MInha nossa, temos uma polícia federal que para seu trabalho e começa a fazer loby político sem autoridade constitucional para isso ? Em qualquer lugar sérios diretores da PF estariam presos e submetidos a processos disciplinares. Parem de politicagem e voltem ao trabalho pois ganham para isso.
Para surpresa de ninguém!! A PF, sob o governo lula, transformou-se num amontoado de bate-paus, braço armado de Alexandre Moraes. Não tem mais credibilidade: as pessoas já não respeitam a Polícia Federal como antigamente, mas aapenas têm medo das mentiras, das narrativas mal construídas e da truculência com as pessoas mais frágeis!!!! Aliás, ouvi de um deles: “mas a PF tem razão!!” Claro que tem, está na cintura de cada um agente!!!!