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Política

Deputado não acredita em migração de bolsonaristas para o PTB

O bolsonarista Bibo Nunes (PSL-RS) duvida que Bolsonaro e deputados da base se filiarão ao PTB, demonstra confiança em criação do Aliança pelo Brasil e critica Roberto Jefferson. "Aliciamento comigo não funciona", diz

Deputado federal Bibo Nunes (PSL-RS) Foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados

O bolsonarista Bibo Nunes (PSL-RS) duvida que o presidente da República e deputados da base se filiarão ao PTB, demonstra confiança em criação do Aliança pelo Brasil e critica Roberto Jefferson. “Aliciamento comigo não funciona”, diz

Deputado federal Bibo Nunes (PSL-RS) não aprova a aproximação entre PTB e bolsonaristas
Foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados

O deputado federal Bibo Nunes (PSL-RS), apoiador do Aliança pelo Brasil, duvida que o presidente Jair Bolsonaro irá para o PTB. Tampouco acredita que bolsonaristas aceitarão ser seduzidos por Roberto Jefferson. Um ou outro que, para ele, não está plenamente comprometido com os ideais do governo, aceitará o convite petebista.

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É até ultrajante, para ele, imaginar a migração de bolsonaristas para o PTB. “Acho até simpático que convidem, mas ele não foi preso no mensalão? Não foi o delator? Com todo o respeito, não posso estar com ele. Ele é uma raposa fortuita da política. Já pagou, já foi preso, mas não queremos ele na nova política, negativo”, enfatiza Nunes a Oeste.

O parlamentar garante, ainda, que os esforços para se criar o Aliança pelo Brasil seguem a todo vapor. Nega, portanto, qualquer pessimismo de aliados sobre a possibilidade de não sair do papel. “Está indo muito bem. O que temos de gravação, o Eduardo [Bolsonaro] coordenando vídeos, lives. Acredito que, no máximo, em três meses estaremos com o partido formado. Se algum deputado falou isso [de sentimento de que o Aliança ‘morreu], ele vai se dar mal”, critica.

Aliciamento

A possibilidade de Bolsonaro ir para o PTB também é rebatida por Nunes. “Não acredito e duvido. Convidar é uma coisa, aceitar é outra”, sustenta. Ele, pelo menos, garante que Jefferson não tem como seduzir. “Eu não tenho o que ele pode fazer para me aliciar, porque estou na política pela causa”, destaca.

O deputado diz que, antes de ser suspenso pelo PSL, o presidente nacional do partido, Luciano Bivar (PE), ofereceu a ele R$ 1,5 milhão em emendas parlamentares. Seria um compromisso para que Nunes apoiasse o deputado Nereu Crispim (PSL-RS) para assumir o diretório gaúcho do partido. “Óbvio que recusei. Meus negócios são pelo Brasil. Aliciamento comigo não funciona, é mais fácil eu aliciar ele [Jefferson]”, critica.

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