Em esclarecimentos enviados no fim de semana ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), os advogados do general Augusto Heleno corrigiram a data do diagnóstico de Alzheimer do militar.
O Exército comunicou ao STF, depois de um exame de corpo de delito, que o general convive com a enfermidade desde 2018. Conforme defesa, na verdade, o ex-ministro deu início a acompanhamento médico e psiquiátrico naquela data.
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De acordo com os advogados, a doença começou a se manifestar neste ano. “Em nenhum momento esta defesa técnica afirmou que o requerente possuía a doença de Alzheimer desde o ano de 2018”, observaram. “O único local que esta informação aparece é no laudo de corpo delito realizado quando do cumprimento do mandado.”
Condenado a 21 anos de cadeia, Heleno passou a cumprir a pena na semana passada, em virtude do trânsito em julgado da ação da suposta trama golpista.
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PGR se manifesta a favor de prisão domiciliar para Heleno

Na semana passada, o procurador-geral da República (PGR), Paulo Gonet, se manifestou a favor da prisão domiciliar para Heleno.
“A manutenção do custodiado em prisão domiciliar é medida excepcional e proporcional à sua faixa etária e ao seu quadro de saúde, cuja gravidade foi devidamente comprovada, que poderá ser vulnerado caso mantido afastado de seu lar e do alcance das medidas obrigacionais e protecionistas que deverão ser efetivadas pelo Estado e flexibilização da situação do custodiado”, diz o parecer do PGR.
Leia também: “O Supremo tem lado”, reportagem publicada na Edição 298 da Revista Oeste





































As contradições entre o parecer do PGR e o do Ministro sobre a questão da prisão domiciliar do General nos chocam profundamente, pois nos fazem duvidar da sanidade moral de alguns dos que hoje decidem, no Brasil, sobre quem vai ficar preso ou livre. Compare os dois pronunciamentos e fiquem tristes, senhores.