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Política

Defesa de Bolsonaro pede cancelamento de audiência com testemunhas no STF

No caso de suposta tentativa de golpe, requerimento destaca necessidade de mais tempo para que 'conjunto probatório seja analisado'

Jair Bolsonaro na primeira fila do plenário do STF
Jair Bolsonaro na primeira fila do plenário do STF, durante julgamento | Foto: Gustavo Moreno/STF

Nesta terça-feira, 13, a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apresentou um pedido ao Supremo Tribunal Federal (STF) para cancelar as audiências de testemunhas no caso que investiga uma suposta trama de golpe de Estado. As ações estão programadas para começar na próxima semana e envolvem depoimentos de 82 pessoas.

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Entre aquelas a serem ouvidas, estão os governadores Tarcísio de Freitas, do Estado de São Paulo, e Ibaneis Rocha, do Distrito Federal. Foi a Procuradoria-Geral da República (PGR), responsável pela acusação, quem indicou as primeiras testemunhas a prestar depoimento.

Na sequência, darão seus relatos as testemunhas do delator e tenente-coronel Mauro Cid. Depois, os juízes ouvem aquelas dos outros sete réus, considerados parte do chamado núcleo 1, o principal da denúncia.

Defesa de Bolsonaro quer mais tempo para análise de provas

1ª Turma STF
Julgamento da denúncia contra Jair Bolsonaro pela 1ª Turma do STF – 25/03/2025 | Foto: Fellipe Sampaio /STF

O requerimento da defesa destaca a necessidade de mais tempo para que o “conjunto probatório, que permaneceu fora do processo, seja analisado pela defesa”. O objetivo é permitir “não só a necessária complementação do rol de diligências e testemunhas já apresentados, mas também especialmente o adequado questionamento das testemunhas arroladas pelas partes”.

Leia mais: “Quando o STF vai soltar a mão de Lula?”, artigo de Adalberto Piotto publicado na Edição 268 da Revista Oeste

Neste momento, as investigações estão na fase de instrução penal. É agora que o Ministério Público e as defesas podem apresentar provas, solicitar diligências, convocar testemunhas e debater as teses das defesas e da acusação. Somente depois da conclusão dessa etapa é que o STF vai poder julgar o mérito da ação e decidir se deve haver condenação dos réus pela suposta tentativa de golpe de Estado ou absolvição.

Leia também: “O cavalo de troia do STF”, artigo de Ana Paula Henkel publicado na Edição 267 da Revista Oeste

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