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Política

Decreto favoreceu operação de cartão consignado do Master no Rio de Janeiro

Documentos desaparecidos e investimentos do Rioprevidência geram questionamentos sobre operação do banco

Banco Master | Foto: Reprodução/ Redes sociais
Fachada da sede do Banco Master, na região da Avenida Brigadeiro Faria Lima, em São Paulo; instituição foi liquidada pelo Banco Central | Foto: Reprodução/Redes sociais

Um decreto assinado pelo governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, em 2021, somado ao desaparecimento de um processo administrativo do sistema oficial do Estado, beneficiou a operação de crédito consignado vinculada ao Banco Master. As informações são do jornalista Ruben Berta, do portal UOL.

Menos de uma semana depois do decreto, a Casa Civil autorizou a PKL One Participações a operar o cartão de benefícios Credcesta com desconto direto em folha de servidores e aposentados estaduais. A decisão foi formalizada por despacho do então secretário da Casa Civil, Nicola Miccione.

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Já o processo administrativo que embasou a autorização não aparece no Sistema Eletrônico de Informações do governo do Rio de Janeiro. Mesmo procedimentos sigilosos deixam rastros na plataforma, o que não ocorreu neste caso.

Crédito consignado ligado ao Master

Durante quase quatro anos, a PKL One foi a única empresa autorizada a operar o cartão consignado no Estado. Apenas em abril, houve o cadastro de uma segunda empresa, mas não há confirmação de que já esteja em operação.

Até julho, o Credcesta esteve ligado ao Banco Master. Depois, a operação passou para o Banco Pleno, também associado a investigados em fraudes contra o Sistema Financeiro Nacional.

A Procuradoria Geral do Estado do RJ pediu à Justiça a retenção dos repasses de consignados para garantir ressarcimento ao Rioprevidência, responsável pelo pagamento de aposentadorias e pensões de cerca de 235 mil servidores.

O fundo investiu aproximadamente R$ 970 milhões em títulos do Banco Master, cuja liquidação, em novembro, reduziu as chances de recuperar os recursos.

A Justiça estadual, por sua vez, concedeu liminar determinando a retenção imediata dos valores que seriam repassados ao Credcesta e ao Banco Master. Em dezembro, os repasses estimados chegam a R$ 42 milhões, com projeção de R$ 1 bilhão nos próximos dois anos.

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