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Política

'Decisão do Congresso é mais acertada', diz autor da lei da desoneração da folha

Efraim Filho criticou a decisão de Lula de judicializar o tema

Efraim Filho
Efraim Filho foi o autor da lei da desoneração no Senado | Foto: Divulgação/Câmara dos Deputados

O líder do União Brasil, senador Efraim Filho (União Brasil-PB), criticou a decisão monocrática do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que suspendeu trechos da lei que prorrogou a desoneração da folha de empresas e prefeituras.

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“A gente acredita que a decisão do Congresso é a mais acertada, e vamos tentar mostrar isso do ponto de vista jurídico e do ponto de vista político”, disse Efraim a jornalistas nesta sexta-feira, 26, antes de entrar em uma reunião convocada pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), para tratar do tema. Efraim foi o autor da lei da desoneração no Senado.

Conforme Efraim, a ideia é agir de duas formas: juridicamente e politicamente. “Uma mobilização do ponto de vista jurídico para reverter a decisão do STF e uma mobilização política para fazer valer a decisão soberana do Congresso em defesa de quem produz”, avaliou o senador.

+ Dino vota para manter decisão de Zanin que suspendeu desoneração

Pacheco disse respeitar a decisão do ministro, concedida na noite da quinta-feira 25, mas afirmou que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva “erra ao judicializar a política e impor suas próprias razões, num aparente terceiro turno de discussão sobre o tema da desoneração da folha de pagamento”. Zanin atendeu a um pedido de Lula.

O governo argumenta que deseja aumentar a arrecadação e que, por isso, desonerando os 17 setores da economia mais os municípios, a conta não fecharia.

Em sua decisão, o ministro Zanin afirmou que a lei não indica o impacto orçamentário. Assim, poderia ocorrer “um desajuste significativo nas contas públicas e um esvaziamento do regime fiscal constitucionalizado”.

Desoneração da folha foi aprovada pelo Congresso

desoneração folha Senado
Aprovado por meio de votação simbólica, o projeto já havia sido aprovado pelo Senado em junho e pela Câmara em agosto | Foto: Roque de Sá/Agência Senado

Em dezembro do ano passado, o Parlamento aprovou a lei que prorrogou a desoneração da folha de pagamento. Resumidamente, desonerar um setor significa que ele terá redução ou isenção de tributos.

Na prática, deixa a contratação e a manutenção de funcionários em empresas mais baratas. Após a aprovação, o presidente Lula vetou integralmente a legislação, mas o Congresso derrubou o veto semanas depois. Então, o governo começou a falar em judicializar a questão, como fez.

+ Confederação de Municípios repudia ação de Lula contra desoneração da folha

Com a desoneração, as empresas beneficiadas puderam substituir o recolhimento de 20% de imposto sobre a folha de salários por alíquotas de 1% até 4,5% sobre a receita bruta.

A nova lei também reduziu de 20% para 8% a alíquota da contribuição previdenciária sobre a folha dos municípios com população de até 142.632 habitantes.

Para compensar a diminuição da arrecadação, o texto prorrogou até dezembro de 2027 o aumento de 1% da alíquota da Cofins-Importação.

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