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Política

Cuiabá é a única capital do Brasil sem decoração de Natal

De acordo com a prefeitura, recursos que seriam usados para os adornos foram concentrados em infraestrutura

Uma praça decorada com adornos de Natal | Foto: Reprodução/Redes sociais
Uma praça decorada com adornos de Natal | Foto: Reprodução/Redes sociais

Cuiabá, em Mato Grosso, é a única capital do país sem decoração de Natal em espaços públicos. Não há árvore, iluminação nem atrações natalinas em praças e ruas da cidade. Os poucos enfeites existentes estão em áreas privadas, como shoppings, lojas e condomínios.

A única ação natalina promovida pelo poder público é a carreta do Papai Noel, que circula por bairros mais afastados, em parceria com um banco privado.

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Em uma publicação no Instagram, o prefeito Abilio Brunini (PL) afirmou que 2025 foi dedicado ao equilíbrio das contas públicas e à reorganização administrativa. Assim, investimentos considerados estratégicos foram priorizados em detrimento da decoração natalina.

Em janeiro, três dias depois de assumir o cargo, o prefeito decretou estado de calamidade financeira. Depois do fim do decreto, foi criado um comitê de monitoramento fiscal, que, segundo o município, gerou uma economia de R$ 217 milhões.

A situação financeira de Cuiabá

Abilio, candidato à Prefeitura de Cuiabá
Abilio Brunini (PL), prefeito de Cuiabá | Foto: Divulgação/Câmara dos deputados

Cuiabá aparece na última posição do ranking de gestão fiscal da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro entre as capitais brasileiras, com base em dados do ano passado. O principal problema apontado é a baixa disponibilidade de caixa, que limita investimentos e afeta serviços públicos.

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A prefeitura afirma que deve encerrar o ano com superávit de R$ 422 milhões, revertendo uma estimativa inicial de déficit de R$ 400 milhões. Ainda assim, a dívida consolidada consome 62,2% da receita líquida do município.

Para o Réveillon, a gestão estuda a realização de um “Ano-Novo da Família”, com eventos mais modestos, para retomar o calendário de celebrações sem comprometer o ajuste fiscal.

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