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Política

'Crimes como o do 8 de janeiro não admitem anistia', diz Lewandowski

A declaração foi feita no mesmo dia em que o PL da Dosimetria foi vetado integralmente pelo presidente Lula

Ricardo Lewandowski, ex-ministro do STF e atual ministro da Justiça e Segurança Pública | Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil Banco Master
Ricardo Lewandowski, ex-ministro da Justiça e Segurança Pública | Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

O ministro Ricardo Lewandowski, da Justiça e Segurança Pública, afirmou nesta quinta-feira, 8, que crimes cometidos contra o Estado Democrático de Direito são imprescritíveis e não admitem anistia, especialmente quando envolvem grupos armados.

A declaração foi feita ao comentar os atos de 8 de janeiro. Segundo o ministro, a Constituição veda anistia, indulto ou graça para esse suposto crime, alegando que atentados às instituições democráticas não podem ser relativizados.

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Também nesta quinta-feira, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, vetou integralmente o Projeto de Lei (PL) da Dosimetria aprovado pelo Congresso Nacional. A decisão ocorreu durante o ato “Defesa da democracia” no Palácio do Planalto, em memória à manifestação de 8 de janeiro de 2023.

O veto integral de Lula à proposta foi adiantado por Oeste no início da semana. Em dezembro, o petista já havia anunciado publicamente em coletiva de imprensa, que vetaria o PL da Dosimetria “assim que chegasse” à sua mesa. 

O PL da Dosimetria diminuiria significativamente as penas dos condenados pelo 8 de janeiro. O Supremo Tribunal Federal (STF) já condenou 835 pessoas por “tentativa de golpe” e abolição do Estado Democrático de Direito, entre outros crimes.

Lewandowski afirmou que a responsabilização penal é um dever do Estado e que “episódios dessa natureza exigem resposta firme das instituições”. Para ele, a democracia “não pode ser tratada como algo negociável ou passível de concessões políticas”.

Lewandowski entrega pedido de demissão a Lula

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, durante anúncio do projeto de lei Antifacção. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, durante anúncio do projeto de lei Antifacção. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

A fala de Lewandowski ocorreu no mesmo dia em que ele entregou sua carta de demissão ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A saída já era antecipada desde terça-feira 6, mas a publicação da decisão no Diário Oficial da União deve ocorrer somente nesta sexta-feira, 9.

Lewandowski ocupava a chefia da pasta desde fevereiro do ano passado, período em que passou a comandar áreas centrais da segurança pública federal. A estrutura do ministério reúne órgãos como a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal e a Força Nacional.

Integrantes do governo relataram que o ministro avisou auxiliares, no início de dezembro, sobre a intenção de antecipar a saída. Nos últimos dias, ele esvaziou o gabinete no Palácio da Justiça, em Brasília.

A troca no comando ocorre em um cenário de maior visibilidade do debate sobre segurança pública no Brasil e na América Latina. O avanço de organizações criminosas e conflitos entre facções ampliaram a pressão sobre o governo federal, especialmente depois da Operação Contenção. Realizada no Rio de Janeiro, a incursão tinha como alvo integrantes da facção criminosa Comando Vermelho e resultou em 117 mortes (sendo 108 delas ligados à facção).

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1 comentário
  1. Jorge Augusto Santos
    Jorge Augusto Santos

    Outro esclerosado dos infernos. Tomara que se ferre rápido

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