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Política

CPMI do INSS: presidente e relator comemoram prisões de Camisotti e ‘Careca do INSS’

A ordem de detenção foi expedida pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, depois da aprovação dos requerimentos pela comissão

Camisotti e Careca do INSS
Maurício Camisotti e Careca do INSS foram presos por ordem do STF | Foto: Reprodução/Redes sociais

As prisões de Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, e do empresário Maurício Camisotti, nesta sexta-feira, 12, foram recebidas com entusiasmo pela cúpula da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS. 

A ordem de prisão foi expedida pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), depois da aprovação dos requerimentos pela CPMI do INSS na semana passada.

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O presidente do colegiado, senador Carlos Viana (Podemos-MG), afirmou que a medida representa apenas o início de uma série de responsabilizações: “A prisão dos dois principais envolvidos no esquema de fraude do INSS é apenas um primeiro passo”. 

“Nós temos muitas outras pessoas que também têm de ser presas, que têm que dar declarações na cadeia para que não possam fugir e, principalmente, não possam esconder o patrimônio roubado dos aposentados”, destacou.

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Apesar de celebrar as detenções, Viana, analisa que “as prisões já chegam com atraso”. “A Polícia Federal já sabia todo o envolvimento da quadrilha, quantos eram, as associações, as empresas de fachada, e ninguém tinha sido preso, não tem um patrimônio bloqueado, nós estamos atrasados”, disse. 

“Primeira vitória” da CPMI do INSS

O relator da comissão, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), também definiu o resultado da operação como uma “vitória”. “O Brasil estava, infelizmente, sendo obrigado a ver esses dois, que tiveram participação direta no roubo de aposentados e pensionistas, luxando com o dinheiro do povo em liberdade”, afirmou.

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“Eu tive a coragem de pedir a prisão deles quando, até então, a Polícia Federal ainda não tinha tomado essa providência”, disse. “Muitos criticaram, dizendo que era cedo. Mas, pelo Brasil inteiro, o povo era roubado, e eles estavam na impunidade. Parabéns pela coragem, ministro André Mendonça,”

O relator ainda disse que as prisões ocorreram por existirem “pressupostos suficientes”. “Agora foi feita justiça, mas essa é apenas a primeira vitória. Nós vamos até o fim, porque ninguém aguenta mais tanta impunidade”, acrescentou.

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